- Haddad defende cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado, mas afirma que não se pode subordinar o interesse nacional brasileiro ao americano.
- Ele disse que o dinheiro do crime organizado é lavado nos EUA e que as armas para o crime brasileiro vêm de lá, tornando a cooperação essencial.
- Haddad citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como tendo errado ao não cooperar com a União no combate ao crime organizado.
- Caso eleito, o ex-ministro disse que a primeira medida será trabalhar com o presidente para inserir um capítulo sobre segurança pública na Constituição.
- O objetivo é equiparar a segurança aos pilares já existentes, como educação, seguridade social, cultura e esporte.
Fernando Haddad defendeu nesta entrevista a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, desde que não haja subordinação ao interesse nacional brasileiro. O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo participou do podcast 3 Irmãos, publicado neste sábado, 6.
Para ele, a cooperação é essencial porque parte do dinheiro e das armas usadas pelo crime organizado no Brasil transitam pelo mercado estadunidense. Haddad afirmou que é preciso encontrar um caminho de colaboração, mantendo a autonomia do Brasil.
Haddad criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pelo que chamou de falha em cooperar com a União no tema. O ex-ministro afirmou que, caso eleito, priorizará a criação de um capítulo sobre segurança pública na Constituição, argumentando que educação, seguridade social, cultura e esporte já possuem dispositivos, enquanto a segurança não tem.
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