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Julgamento de Bolsonaro sobre suspeita de ministro em caso de perda de patente

STM marca julgamento de recurso de Bolsonaro para afastar ministro Joseli Parente do caso de perda de patente, com potencial impacto no oficialato

Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Foto: Marcos Corrêa/ PR
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  • O STM marcou para 24 de junho o julgamento do recurso da defesa de Jair Bolsonaro para afastar o ministro Joseli Parente do caso de perda de patente.
  • A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, já havia rejeitado, em março, o pedido de suspeição, afirmando que os fundamentos eram vazios e não apontavam indevidamente o magistrado.
  • O recurso argumenta que Parente seria suspeito por ter defendido punição a militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro em entrevistas dadas em 2023.
  • O processo discute se Bolsonaro deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que resultaria na perda da patente de capitão do Exército.
  • O STM é composto por quinze ministros, sendo dez militares e cinco civis.

O Superior Tribunal Militar (STM) agendou para 24 de junho o julgamento do recurso apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro para afastar o ministro Joseli Parente do processo de perda de patente. O caso analisa a possibilidade de declarar o ex-presidente indigno ou incompatível com o oficialato, o que resultaria na perda da patente de capitão.

A defesa sustenta que Parente é suspeito no caso, citando entrevistas dadas em 2023 em que o ministro defendeu punição aos militares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A pauta envolve avaliação sobre parcialidade do magistrado no julgamento.

Em março, a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, negou as alegações de suspeição. Ela afirmou que os fundamentos apresentados são vazios e insuficientes para indicar parcialidade, ressaltando que as declarações do ministro não mencionaram individualmente investigados ou acusados dos fatos de 8/1/2023.

Contexto do processo

O STM analisa se Bolsonaro deve ser considerado indigno ou incompatível com o oficialato, o que acenderia a perda da patente de capitão. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão em processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Segundo o Ministério Público Militar, Bolsonaro violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições, entre elas a probidade, o respeito à dignidade humana, o cumprimento de leis e ordens, e o acatamento das autoridades civis.

O STM é composto por 15 ministros, sendo 10 militares e 5 civis, o que influencia a condução de casos ligados ao oficialato e à ética militar.

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