- Keiko Fujimori chegou ao segundo turno das eleições no Peru pela quarta vez, disputando o cargo no dia 7 de junho contra Roberto Sánchez.
- No primeiro turno, realizado em 12 de abril, ela liderou com 17,2% dos votos, cinco pontos à frente do candidato de esquerda.
- A candidata é filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, tem cinquenta e um anos e já concorreu à presidência em três ocasiões anteriores.
- Em 2009 iniciou o Fuerza Popular, partido que a apoia e hoje detém o maior bloco no Congresso, mantendo presença constante na política peruana.
- Entre suas propostas, estão segurança com centros de comando e inteligência artificial, fortalecimento da Controladoria-Geral da República e simplificação de procedimentos para pequenas e médias empresas.
Keiko Fujimori avançou ao segundo turno das eleições presidenciais do Peru pela quarta vez, disputando a vaga contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A dúvida agora é quem será o adversário no pleito de 7 de junho, após o primeiro turno de 12 de abril.
Fujimori, de 51 anos, liderou a votação com 17,2% dos votos. A diferença para Sánchez, que ficou em segundo, foi de cinco pontos percentuais. A campanha mira consolidar a base do partido Força Popular.
A candidata filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori já disputou o cargo em 2011, 2016 e 2021, chegando ao segundo turno em todas as ocasiões. Em 2023, o indulto ao pai foi validado pelo Tribunal Constitucional, após controvérsia.
Qual é o histórico da campanha
Fundadora da Fuerza Popular em 2009, Keiko construiu uma presença constante na política peruana. O partido hoje detém o maior bloco no parlamento, com 20 das 130 cadeiras, segundo dados disponíveis.
Analistas destacam a estratégia de associar-se ao legado de seu pai para manter apoio, ao mesmo tempo em que busca distanciar-se de acusações de corrupção que a cercam. O foco tem sido manter a promessa de “ordem” e segurança pública.
Entre as propostas apresentadas no plano de governo, destacam-se a criação de centros de comando com mapas de criminalidade em tempo real, uso de inteligência artificial para análises preditivas e fortalecimento de controles orçamentários.
A percepção pública e o futuro
Especialistas ressaltam que a campanha de Fujimori depende da memória do seu governo anterior. A vantagem é o reconhecimento, mas o peso do legado pesa sobre a candidatura.
A disputa do segundo turno envolve definir estratégias eleitorais para ampliar a base de apoio, diante de um pleito marcado pela polarização e por temas de segurança e corrupção. A data final das eleições ainda aguarda confirmação.
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