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Partido das Baratas protesta na Índia por renúncia do ministro da Educação

Movimento "Partido das Baratas" leva milhares a Nova Déli para exigir a renúncia do ministro da Educação; destaca-se como maior oposição online a Modi

Abhijeet Dipke, líder do 'Partido das Baratas', chega à manifestação do movimento em Nova Déli, na Índia, com um exemplar da Constituição do país na mão
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  • O movimento não é formalmente um partido, mas realizou seu primeiro grande protesto em Nova Déli, exigindo a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.
  • O fundador Abhijeet Dipke, de 30 anos, conduziu a manifestação, retornando da ausência de dois anos na Índia e chegando cercado por apoiadores com uma cópia da Constituição.
  • O “Partido das Baratas” soma mais de 22 milhões de seguidores no Instagram e se tornou a maior expressão online de oposição ao governo de Narendra Modi.
  • A insatisfação vem do desemprego entre jovens e de falhas percebidas no sistema educacional; a Índia tem quase 400 milhões entre 15 e 29 anos, com taxa de desemprego jovem urbano próxima de 14% em abril.
  • O governo Modi bloqueou a conta do movimento no X; o grupo recorreu à Justiça para contestar a medida, e Dipke afirma que cerca de 95% dos seguidores estão na Índia.

O movimento viral conhecido como “Partido das Baratas” realizou neste sábado um protesto em Nova Déli, exigindo a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. A ação marcou a primeira presença do movimento jovem das redes sociais nas ruas, em protesto contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.

O fundador Abhijeet Dipke, de 30 anos, liderou a mobilização e chegou à capital com uma cópia da Constituição indiana. Dipke vive nos Estados Unidos há dois anos e não voltava ao país desde a criação do movimento. Ao deixar o aeroporto, foi recebido por centenas de apoiadores que entoavam seu nome.

O movimento, lançado em meados de maio, já soma mais de 22 milhões de seguidores no Instagram e se tornou a maior expressão online de oposição ao governo nos 12 anos de gestão de Modi. A mobilização aponta desemprego entre jovens e falhas no sistema educacional como motivadores.

Atuação do grupo envolve críticas ao Ministério da Educação e ao desempenho de órgãos ligados à educação, com pedidos de substituições ou afastamentos de funcionários de entidades como a Agência Nacional de Testes e o Conselho Central de Educação Secundária. A reivindicação central é por mudanças profundas no ensino público do país.

O governo Modi bloqueou a conta do movimento em X, medida contestada em um tribunal de Nova Déli. Em resposta, Dipke e os organizadores afirmam que a maior parte dos seguidores está dentro da Índia, contestando alegações de alcance internacional.

A Índia possui quase 400 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Em abril, a taxa de desemprego entre jovens nas áreas urbanas ficou em torno de 14%. Economistas apontam que muitos com formação escolar avançada ocupam empregos precários que não correspondem a suas qualificações.

Contexto estratégico e impactos

O protesto evidencia o uso crescente das redes sociais para mobilização política entre a juventude. Analistas avaliam que o movimento, mesmo sem status partidário formal, amplia pressões sobre o governo em temas de educação e emprego.

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