- Peru vai às urnas no segundo turno em 7 de junho de 2026 entre Keiko Fujimori, líder do Força Popular, e Roberto Sánchez, ex-ministro de esquerda.
- No primeiro turno, Fujimori teve cerca de 17% dos votos válidos e Sánchez aproximadamente 12%, em eleição com 35 candidatos.
- A eleição ocorre em meio a crise institucional, desconfiança nas instituições e fragmentação política, com demandas por maior segurança.
- Sánchez chega ao pleito com denúncia apresentada apenas dois dias antes da votação, acusando-o de recebimento de cerca de 280 mil soles não declarados; ele afirma que enfrentará a questão se vencer.
- Especialistas apontam potencial de alinhamento externo distinto: Fujimori tende a manter relação próxima com Estados Unidos; Sánchez pode buscar maior aproximação com Brasil e México, dependendo de consensos políticos.
O Peru define seu nono presidente em dez anos. Keiko Fujimori, do Força Popular, enfrenta Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, no segundo turno em 7 de junho de 2026. O pleito ocorre em meio à desconfiança institucional, fragmentação política e crise de representação.
O primeiro turno mostrou a exaustão do sistema: Fujimori ficou com cerca de 17% e Sánchez com ~12%, em eleição com 35 candidatos. Especialistas apontam que os finalistas recuperam pouca legitimidade popular, enquanto o Congresso permanece fragmentado.
Para muitos observadores, a decisão envolve menos escolha de programas do que a perspectiva de romper o ciclo de instabilidade que marcou a última década. A eleição é vista como teste da capacidade de o país sustentar governança estável.
Contexto político e propostas
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, lidera o fujimorismo 2.0. Ela defende modelo de mercado com tom mais duro e gestão com base na velha guarda do partido. A candidata busca consolidação de lideranças parlamentares favoráveis.
Roberto Sánchez, ex-ministro de Castillo, move-se para um programa mais moderado no segundo turno. Ele propõe independência do Banco Central, estímulo ao investimento privado e diálogo com outras forças para governabilidade.
Cenário jurídico e impactos regionais
Sánchez chega ao pleito sob risco de um processo por irregularidades em doações de campanhas; o Ministério Público acusa reportes financeiros não declarados. Em caso de vitória, a Constituição lhe garante imunidade contra crimes, até eventual confirmação de acusações.
Na política externa, especialistas dizem que Sánchez tenderia a aproximações com Brasil e México, já Fujimori manteria alinhamento com EUA e governos conservadores da região. As consequências para parcerias regionais dependem do equilíbrio no Congresso.
Segurança, crise social e governabilidade
Insegurança, crimes econômicos e danos aos serviços públicos aparecem como principais preocupações da população. Economistas lembram dificuldade de atuação estatal em regiões fora de Lima, com impactos em saúde e educação.
Analistas destacam que, independentemente do vencedor, o país enfrentará resistência parlamentar forte. A construção de coalizões e a gestão de tensões sociais devem definir a trajetória do governo.
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