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Projeto inspirado em Suzane Richthofen propõe proibir herança para assassinos

Projeto de lei propõe impedir que herdeiros condenados por homicídio recebam herança indireta de parentes até o quarto grau, citando Suzane von Richthofen

Foto: Reprodução Netflix
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  • Chega à Câmara o Projeto de Lei 23/26, que propõe alterar o Código Civil para impedir que herdeiros condenados por homicídio recebam bens por vias indiretas de parentes da mesma família.
  • A ideia é estender o chamado instituto da indignidade até parentes colaterais, até o quarto grau, ampliando o grupo que pode ficar sem herança.
  • Hoje, a perda do direito à herança por crime doloso vale apenas quando o crime é contra o proprietário dos bens, cônjuge, companheiro, pais ou filhos.
  • A autora da proposta é a deputada Dayany Bittencourt (União-CE), que afirma tratar de brechas legais que beneficiariam criminosos.
  • O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, seguido pelo Plenário.

O Projeto de Lei 23/26, em avaliação na Câmara dos Deputados, propõe alterar o Código Civil para impedir que herdeiros condenados por homicídio recebam, indireta ou potencialmente, o patrimônio de parentes da mesma família.

A proposta estende o instituto da indignidade aos parentes colaterais até o quarto grau, ampliando a regra atual, que se aplica a crimes dolosos contra o próprio titular dos bens, cônjuge, companheiro, pais ou filhos.

A autora é a deputada Dayany Bittencourt, do União-CE. Ela afirma que o projeto corrige brechas legais que poderiam beneficiar criminosos e prejudicar a finalidade do direito à herança.

O texto tramita em caráter conclusivo e deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir ao Plenário para votação.

Caso seja aprovado, a proposta pode impedir que pessoas que mataram parentes próximos herdem bens de outros membros da mesma família, mesmo que por vias indiretas.

A discussão ganhou destaque após a repercussão sobre Suzane von Richthofen, condenada a quase 40 anos pelo assassinato dos pais, e a possibilidade de ela herdar de um tio falecido.

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