- Integrantes da campanha de Lula mostram preocupação com a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de suspender uma pesquisa de intenções de voto.
- A medida cita que o questionário induzia o entrevistado a uma percepção negativa, ao mencionar troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
- A oposição petista vê a liminar como possível precedente perigoso, que pode levar a uma postura mais intervencionista do TSE nas eleições deste ano.
- A suspensão de pesquisas não é inédita, mas costuma ocorrer em casos com falhas no registro. Em 2024, o TSE já havia suspendido outra pesquisa sem registro prévio.
- A decisão de Nunes Marques é liminar e será analisada pelos demais ministros na sessão agendada para a terça-feira, 9 de junho.
O PT e integrantes da campanha de Lula reagiram com preocupação à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender uma pesquisa que mostrava queda de intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A liminar foi concedida após apontar suposta indução de resposta pelo questionário.
A decisão ocorr eu nesta semana e envolve o líder bolsonarista no pleito deste ano. A campanha do atual presidente do TSE citou mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono de um banco para justificar o enquadramento da pesquisa, que estaria fora dos padrões.
Fontes da campanha de Lula afirmam, sob reserva, que a liminar pode criar um precedente perigoso para futuras pesquisas. O receio é de que o tribunal passe a atuar de forma mais intervencionista no ciclo eleitoral vigente.
Historicamente, o TSE já suspendeu pesquisas por falhas de registro ou irregularidades no PesqEle. Em 2023, a então presidente Carmen Lúcia anulou uma pesquisa por não ter registro prévio. Outros casos seguiram esse padrão, com decisões pontuais ainda sob avaliação.
Contexto e próximos passos
No momento, a liminar de Nunes Marques será analisada pelos demais ministros do TSE na sessão marcada para esta terça-feira. A decisão ainda pode sofrer alterações ou confirmação pela corte, mantendo o tema sob acompanhamento público.
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