- Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do dono do Banco Master, seguem presos e continuarão detidos até o desfecho dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal.
- A análise no STF está parada após pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes há cerca de duas semanas.
- Os processos ligados aos investigados tramitam na Segunda Turma e já contam com dois votos pela manutenção das prisões.
- Gilmar Mendes abriu espaço para uma mudança de posição, ao comentar criticamente trechos de voto do relator André Mendonça, que já havia ligado prisões a pareceres com “conceitos elásticos”.
- Além de Mendes, são necessários os votos de Nunes Marques e Dias Toffoli para definir o futuro das prisões; Fux já votou pela manutenção.
Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seguem presos. A análise de mandados de prisão não avança no STF desde a apresentação de um pedido de vista pelo ministro Gilmar Mendes, há cerca de duas semanas. Os casos tramitam na Segunda Turma e aguardam votos para definir a continuidade das detenções.
Gilmar Mendes apresentou o pedido de vista para ampliar o tempo de análise das petições ligadas aos investigados. A presença de dois votos favoráveis à manutenção das prisões já era esperada entre os ministros da turma até o momento, com o avanço dependente de novos votos. O prazo máximo para a decisão pode chegar a 90 dias, conforme regras do tribunal.
Entre os argumentos em pauta, destaca-se a avaliação sobre o papel de Mendonça, relator das ações. Em março, Mendes criticou um parecer apresentado pelo colega, citando a Lava Jato e apontando que conceitos “elásticos” foram usados para justificar prisões preventivas. Mesmo assim, Mendes votou pela continuação das prisões ligadas ao grupo ligado ao Master.
No caso específico de Henrique, as investigações apontam atuação como beneficiário e operador financeiro do grupo chamado A Turma, com suposto envolvimento em manter a organização criminosa em funcionamento. Para Felipe, há acusações de participação em operações, lavagem de dinheiro e reestruturações societárias de alto valor, com risco à coleta de provas se, em liberdade, ele pudesse retomar as atividades.
Além de Mendes, a votação depende dos votos de Nunes Marques e Dias Toffoli. O ministro Luiz Fux já indicou voto favorável à manutenção das prisões, ao lado de Mendonça. A continuidade das detenções depende, portanto, de uma decisão coletiva da Segunda Turma do STF.
A situação mantém-se em aberto enquanto não houver desfecho, com o andamento do processo sob sigilo e sem novas datas anunciadas publicamente. As informações são apuradas com base nas petições e decisões já publicadas no âmbito do STF.
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