- Congresso da Bolívia aprovou lei que autoriza o presidente Rodrigo Paz a recorrer às Forças Armadas para desbloquear vias controladas por manifestantes.
- A medida já havia sido aprovada pelo Senado e foi sancionada pela Câmara dos Deputados, com a declaração do presidente da Casa, Roberto Castro Salazar.
- Paz pode decretar estado de exceção, ampliando poderes do governo e permitindo restringir direitos, como a liberdade de mobilização.
- Os protestos, que começaram em 1º de maio, resultaram em mais de oitenta bloqueios de rodovias e na prisão de líderes das manifestações.
- A crise econômica envolve fim de subsídios, inflação, desabastecimento e pressão por reajuste salarial, conforme motivações dos protestos.
O Congresso da Bolívia aprovou, no domingo (7 jun), uma lei que autoriza o presidente Rodrigo Paz a recorrer às Forças Armadas para desbloquear vias controladas por manifestantes que pedem sua renúncia. A legislação já havia sido aprovada pelo Senado e agora segue para os decretos constitucionais.
A Câmara dos Deputados confirmou a aprovação após 15 horas de sessão. O presidente da Casa, Roberto Castro Salazar, afirmou que a lei está sancionada e encaminhada ao Poder Executivo para fins constitucionais. Paz avalia a adoção de estado de exceção para ampliar poderes.
O texto prevê, em caso de estado de exceção, que os militares tenham presunção de legalidade e que o governo assuma a responsabilidade pelo uso da força em conflitos. Paz já sinalizou a possibilidade de utilizá-la para manter a ordem pública.
Clima social e motivações
Protestos contra o governo começaram em 1º de maio, com dezenas de bloqueios em rodovias e a prisão de líderes das mobilizações. Os manifestantes disputam a crise econômica, destacando efeitos da recessão e das medidas de austeridade.
Paz foi eleito em 19 de outubro de 2025, ao derrotar Jorge Quiroga. A população critica a inflação, o desabastecimento e a inflação decorrentes da alta de combustíveis após o fim de subsídios que vigoraram por mais de duas décadas.
Contexto econômico e histórico
O governo herdou uma economia com queda de exportação de gás e falta de dólares. Entre as medidas em debate estavam cortes de subsídios e ajustes fiscais, que contribuíram para o desgaste social e aumento de preços, afetando o poder de compra.
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