- Ex-deputado Eduardo Cunha, hoje no Republicanos, afirmou que votará em Flávio Bolsonaro para a Presidência nas eleições de outubro e que não apoiará o PT.
- Cunha foi entrevistado pelo Contexto Metrópoles nesta segunda-feira e teve encontro recente com Flávio em Belo Horizonte.
- Em redes sociais, Cunha publicou vídeo ao lado de Flávio e disse que o senador assumiu a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026.
- Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016 e conduziu o impeachment de Dilma Rousseff; esteve envolvido na operação Lava Jato e chegou a ficar preso, com prisão preventiva revogada em 2021.
- Após ter a candidatura liberada por liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 2021, Cunha mudou o domicílio para Minas Gerais e busca vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e hoje ligado ao Republicanos, disse em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta segunda-feira (8/6) que vai apoiar Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. Ele afirmou não apoiar ninguém do PT, a menos que haja mudança de posição do seu partido.
Durante a semana passada, Cunha se encontrou com Flávio em Belo Horizonte, numa passagem do senador pela cidade. O encontro ocorreu na Rádio 89 FM Maravilha, emissora de propriedade de Cunha, voltada ao público evangélico, onde o filho 01 de Jair Bolsonaro concedeu entrevista.
Nas redes sociais, Cunha publicou um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro, citando que o senador assumiu a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026. A mensagem reforça o tom alinhado entre os dois para as próximas eleições.
Contexto político e histórico
Eduardo Cunha conduziu o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016. Na época, atuou contra o governo petista e liderou a ofensiva contra o Palácio do Planalto.
O ex-parlamentar ficou envolvido na Lava Jato, com prisão preventiva e, posteriormente, prisão em regime domiciliar. A Justiça Federal revogou a prisão em abril de 2021, mantendo Cunha elegível para futuras disputas.
Cunha teve o mandato cassado em 2016 e ficou inelegível por oito anos. A inelegibilidade foi suspensa por liminar do TRF-1, permitindo que concorresse nas eleições de 2022, embora não tenha se reelegido.
Atualmente, Cunha mudou o domicílio eleitoral para Minas Gerais e busca candidatura à Câmara dos Deputados pelo estado em 2026, mantendo, até o momento, mudança de foco em relação ao Rio de Janeiro.
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