- A Justiça Federal suspendeu os efeitos do leilão de reserva de capacidade promovido pelo governo, que contratou cerca de R$ 515 bilhões em energia para o sistema elétrico brasileiro.
- A liminar, concedida por um juiz do Ceará, determina a paralisação dos resultados até que a controvérsia seja analisada pela Justiça Federal do Distrito Federal ou até que sejam esclarecidas as inconsistências nos processos.
- Parte dos contratos já havia sido homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), enquanto a validação dos contratos restantes estava prevista para a reunião da Aneel nesta terça-feira.
- Entre os questionamentos estão mudanças nos parâmetros de cálculo e a priorização de usinas movidas a gás natural e outras fontes fósseis, com críticas à modelagem que teria elevado o custo total; tecnologias como baterias ficaram de fora.
- O objetivo da reserva de capacidade é contratar usinas capazes de entrar em operação em horários de maior demanda, especialmente no fim da tarde e início da noite, funcionando como reforço quando a geração solar cai.
O Poder Judiciário suspendeu os efeitos do megaleilão de reserva de capacidade promovido pelo governo, que contratou cerca de R$ 515 bilhões em energia para o sistema elétrico. A decisão atinge contratos firmados com Petrobras, Eneva e grupos ligados à J&F.
A liminar foi concedida nesta segunda-feira (8) por um juiz federal do Ceará. Ela determina a paralisação dos resultados até a análise pela Justiça Federal do Distrito Federal, onde tramita a ação principal, ou até que pontos de inconsistência sejam esclarecidos.
Parte dos contratos já havia sido homologada pela Aneel, e outros deveriam entrar na pauta da agência na terça-feira (9). Questões sobre custos, critérios do certame e a priorização de usinas fósseis motivam o questionamento.
Contexto e pontos-chave
O leilão de reserva de capacidade visa assegurar usinas capazes de entrar em horários de maior demanda, como fim de tarde e início da noite, quando a geração solar cai. A energia adquirida não opera de forma contínua, apenas quando houver necessidade de reforço ao sistema.
Críticos da modelagem alegam que mudanças nos parâmetros, realizadas próximo ao edital, elevaram o custo total dos contratos. Também houve discussão sobre a escolha de fontes, com foco em gás natural e fósseis, enquanto baterias ficaram fora da contratação.
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