- Gustavo Petro publicou a saudação nazista “Heil Hitler” ao compartilhar um texto que defende a candidatura de Abelardo de la Espriella, adversário de Iván Cepeda.
- Embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, pediu que Petro se desculpasse, afirmando que há linhas que não se cruzam e que símbolos nazistas não têm retorno.
- Espriella venceu o primeiro turno das eleições colombianas com 43,78% dos votos válidos; Cepeda teve 40,98%. A final ocorre no dia 21 de junho.
- Petro publicou depois um texto de 12 parágrafos projetando como seria a Colômbia sob Espriella, atacando o jornalista Felipe Zuleta Lleras e outros críticos.
- O caso envolve ainda outra postagem de Petro considerada racista, relacionada a montagem com o jogador Yerry Mina, e repercute rapidamente nas redes.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, gerou controvérsia ao reagir nas redes sociais com uma saudação associada ao regime nazista ao comentar um artigo que defende a candidatura de Abelardo de la Espriella. O texto foi publicado no El Espectador e destacou o adversário de Iván Cepeda nas eleições.
A reação ocorreu neste domingo, 7 de junho, e ganhou repercussão internacional. Petro compartilhou o artigo e, em tom de crítica, usou a saudação Heil Hitler, expressão historicamente associada ao regime nazista. O gesto gerou repúdio de diplomatas e da opinião pública.
O episódio se soma a uma sequência de publicações de Petro que têm como alvo Espriella e a imprensa colombiana. Em outra postagem recente, o presidente atribui à imprensa a propagação de ódio que poderia favorecer a ultradireita, sem citar evidências de causação direta.
Entre os desdobramentos, o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, cobrou que Petro peça desculpas. Ele afirmou que o uso de símbolos nazistas é inaceitável e pediu uma retratação antes de um debate do Conselho de Segurança da ONU.
As repercussões também atingiram o ambiente político interno. Em meio a tensões, Espriella venceu o primeiro turno com 43,78% dos votos válidos, segundo resultados divulgados no fim de maio, com a etapa final marcada para 21 de junho.
Repercussões e contexto
Outro fato envolvendo Petro ocorreu dois dias antes, quando ele publicou uma montagem considerada racista. A imagem compara figuras associadas à racismo e ao poder, gerando críticas pela representação de jogadores de futebol e ex-presidentes.
A cerimônia de despedida da seleção colombiana, em véspera da Copa do Mundo, foi marcada por um episódio envolvendo a filha de Petro, Antonella, que pediu uma foto com o jogador James Rodríguez. O momento gerou grande comoção nas redes.
Petro respondeu ao incidente com um texto longo, no qual discute temas de filosofia, política e história. Em tom de defesa, ele afirma que buscou destacar tensões políticas, sem, porém, apresentar justificativas para o uso do gesto.
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