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PF mira desembargador e deputado suspeitos de lavagem e venda de decisões

PF deflagra Operação Gemini contra desembargador afastado e deputado suspeitos de venda de decisões no TJ-MT; buscas e quebras de sigilos atingem seis investigados

Operação Gemini atinge o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL); Estadão pediu manifestação dos citados
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Gemini para aprofundar investigações sobre venda de decisões no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
  • Entre os alvos estão o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL); endereços dos dois foram vasculhados pela PF.
  • Mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático foram cumpridos contra seis investigados.
  • Dirceu dos Santos foi afastado em março após apontarem funcionamento de esquema de venda de sentenças com empresários e advogados; ele movimentou R$ 14.618.546,99 em bens nos últimos cinco anos.
  • Faissal Calil atuou como assessor técnico de projetos e acórdãos no gabinete do desembargador antes de ingressar na política.

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Gemini, para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Entre os alvos estão o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil, com endereços legais vasculhados.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão em propriedades e gabinetes, além de buscas pessoais e medidas de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático contra seis investigados. A reportagem do Estadão solicitou manifestação de Dirceu dos Santos e de Faissal Calil, que ainda não foi divulgada.

Dirceu dos Santos foi afastado das funções em março, após investigações apontarem que ele operava em seu gabinete um esquema de venda de sentenças com a participação de empresários e advogados. A Corregedoria Nacional de Justiça registrou variação patrimonial incompatível com rendimentos lícitos, com movimentação de aproximadamente R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos.

Faissal Calil atuou como assessor do magistrado antes de ingressar na política, tendo exercido função de assessor técnico de projetos e acórdãos no gabinete de Dirceu dos Santos. Calil é atualmente deputado estadual, filiado ao PL, e já atuou como vereador em Cuiabá entre 2013 e 2016.

Desdobramentos da operação

As ações de busca visam evidenciar suposta lavagem de dinheiro vinculada à compra de decisões, bem como a identidade de demais envolvidos. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação de cada parte no esquema. Em nota, a PF não informou prazos para a conclusão dos trabalhos.

A Justiça de Mato Grosso acompanha de perto o caso, com as autoridades reiterando o compromisso com a apuração de irregularidades em órgãos do Poder Judiciário. As informações oficiais sobre desdobramentos e possíveis responsabilizações serão divulgadas pelas autoridades competentes.

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