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Policial apontado como líder de esquema de revenda de drogas na Paraíba

Investigação aponta que policial conhecido como Bomba liderava grupo que desviava drogas apreendidas para traficantes na Paraíba

Everton Aires, conhecido como Bomba — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Everton Aires, conhecido como “Bomba”, é apontado pela investigação como líder de um esquema de revenda de drogas na Paraíba, com participação de policiais civis e traficantes.
  • O grupo desviava entorpecentes apreendidos pela polícia para vendê-los a criminosos; em áudios, Aires fala em tratar a venda de drogas como atividade comercial.
  • As apurações indicam que ele tinha contatos com traficantes de diferentes organizações e participou da comercialização de cocaína, crack, skank e anabolizantes.
  • A operação que o prendeu ocorreu na semana passada, contando com a participação do Ministério Público e da Polícia Civil, e também prendeu outros agentes, como o investigador Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”, o delegado Brás Morrone e o suspeito Júnior Lira, ligado ao Novo Cangaço.
  • A investigação aponta movimentação financeira de mais de R$ 4 milhões nas contas de Aires nos últimos cinco anos, valor incompatível com a remuneração de um investigador da Polícia Civil.

Everton Aires, conhecido como Bomba, é alvo de uma investigação que aponta desvio de drogas apreendidas pela polícia para revenda a traficantes. A apuração envolve um esquema com participação de policiais civis e traficantes na Paraíba. A operação ocorreu na última semana, após informações do Ministério Público e da Polícia Civil.

Segundo as investigações, o grupo mantinha contato direto com traficantes e utilizava entorpecentes apreendidos para comercialização. Em áudios analisados, Aires discute negociações de drogas e compara a atividade ao funcionamento de um comércio comum. A defesa nega as acusações e ressalta o devido processo legal.

A apuração também aponta movimentação financeira incompatível com o cargo. Ao longo de cinco anos, Aires teria recebido mais de 4 milhões de reais, valor muito superior ao ganho típico de um investigador da Polícia Civil. Em uma das gravações, ele atribui os ganhos a atividades comerciais fora da função pública.

Prisões e desdobramentos

A operação resultou na prisão de outros dois policiais: Eduardo Jorge, conhecido como Mão Branca, e o delegado Braz Morroni. Também foi detido José Alexandrino Júnior Lira, o Júnior Lira, apontado como integrante do grupo conhecido como Novo Cangaço. As primeiras informações indicam que o grupo integrava diferentes organizações criminosas.

Um dos membros da força policial negou participação consciente em atos de tráfico, afirmando que as acusações são contestáveis. O advogado de Aires afirmou que o processo está em andamento e que o policial não aceitaria as acusações. A defesa de Mão Branca também questionou a credibilidade das imputações, sugerindo possível dano reputacional.

A polícia destaca que o caso representa um dos cenários mais graves de corrupção no serviço público, com agentes atuando ao lado de criminosos. As investigações continuam para esclarecer a extensão das ligações e as responsabilidades de cada envolvido.

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