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Cármen Lúcia alerta: IA e desinformação afetam liberdade de escolha do eleitor

Cármen Lúcia afirma que IA e desinformação ameaçam a liberdade de escolha dos eleitores, e destacam a violência sexista contra candidatas nas redes

Para a magistrada, a democracia depende de "abraços e afetos" e não de "ódios e virulências" - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Em Brasília, Cármen Lúcia alertou que IA e desinformação ameaçam a autonomia do eleitor e a democracia, durante a abertura da 6ª edição do Congresso Brasileiro de Internet.
  • Ela afirmou que a IA pode criar situações verossímeis, porém falsas, dificultando a checagem de fatos e prejudicando a liberdade de escolha no voto.
  • A ministra descreveu a “guerra dos cinco Vs” como desafio da Justiça Eleitoral: volume, variedade, velocidade, viralidade e verossimilhança.
  • Ela destacou a violência direcionada a candidatas mulheres, chamando a desinformação de cruel e desmoralizante, com ataques à honra e à vida pessoal.
  • Cármen Lúcia citou o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação (Cied) do TSE e disse que o desafio com IA é inédito, exigindo novas respostas.

O STF teve ato inaugural nesta terça-feira (9/6) em Brasília, com a ministra Cármen Lúcia participando de forma remota. Ela alertou que a IA e a desinformação representam ameaça direta à autonomia do eleitor e à democracia, especialmente no processo eleitoral.

Durante a abertura da 6ª edição do Congresso Brasileiro de Internet, a magistrada explicou que a IA pode criar situações verossímeis, mas falsas, dificultando a checagem de fatos e comprometendo a liberdade de escolha. O recado foi de vigilância permanente diante dessas ferramentas.

Cármen Lúcia detalhou a chamada guerra dos cinco Vs, que descreve os desafios atuais da Justiça Eleitoral: Volume, Variedade, Velocidade, Viralidade e Verossimilhança. Segundo ela, a combinação dificulta o pensamento crítico do cidadão e pode algemar liberdades civis.

Violência contra candidatas e desinformação

A ministra destacou ainda a violência direcionada a candidatas mulheres, classificando a desinformação nesses casos como cruel, sexista e desmoralizante. Ataques à honra e à vida pessoal são apresentados como estratégia para afastar mulheres da política.

Contexto

Ela lembrou dados históricos para ilustrar a gravidade do cenário: o Brasil já teve, em anos anteriores, 94% de confiança na urna eletrônica, índice que vem sendo alvo de campanhas de descredibilização. O desafio atual, segundo a ministra, é diferente e exige respostas novas.

Cármen Lúcia citou o papel do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação (Cied) no TSE, que reúne especialistas para monitorar e conter o impacto de tecnologias emergentes, incluindo IA, no processo eleitoral.

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