- O Conselho de Ética da Câmara aprovou a suspensão por 60 dias do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por ter feito declarações ofensivas contra o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão saiu por 9 votos a favor e 4 contrários.
- Mesmo com a decisão, Pollon não terá o mandato suspenso imediatamente; a defesa pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, a representação precisa ser votada no plenário.
- O relator Ricardo Maia (MDB-PA) afirmou que a imunidade não alcança atos que vão contra a dignidade do parlamento.
- A fala ocorreu em agosto de 2025, em Campo Grande (MS), durante ato em defesa da anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando Pollon utilizou termos de baixo calão para se referir a Motta em uma gravação que viralizou.
- Pollon negou violação de decoro e afirmou não haver provas inequívocas de que pretendia desrespeitar Motta ou descumprir seu dever funcional.
O Conselho de Ética da Câmara aprovou a suspensão de 60 dias do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS,) por declarações consideradas ofensivas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão foi tomada nesta terça-feira, com 9 votos a favor e 4 contrários. O parecer sustenta que a imunidade não cobre atos que ferem a dignidade do parlamento.
A análise foi conduzida pelo relator Ricardo Maia (MDB-PA), que apresentou o texto aprovando a punição. Pollon ainda não terá o mandato suspenso de imediato, pois cabe recurso. A defesa pode contestar eventuais vícios processuais na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de levar a representação ao plenário.
Em Campo Grande (MS), agosto de 2025, Pollon proferiu críticas duras durante ato em defesa da anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o acontecimento, o deputado usou termos de baixo calão para se referir a colegas e acusou Motta de não ter coragem. O episódio ganhou viralidade nas redes locais.
Detalhes do processo
Pollon nega que as falas configurem quebra de decoro e afirma que não houve provas inequívocas de intenção de desrespeitar Motta. O plenário da Câmara ainda precisa deliberar sobre a representação, mantendo a suspensão apenas provisória até o julgamento final. A Câmara não divulgou nova data para a votação no plenário.
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