- Ex-governador João Doria criticou o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro, ocorrido em 26 de maio na Casa Branca.
- Doria afirmou que é inédito um presidente em exercício receber um pré-candidato à eleição de Brasil e disse que Trump deveria receber os demais candidatos também.
- Foi informado que houve discussão sobre classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, além de temas de segurança pública, tarifas comerciais e minerais críticos.
- Questionado sobre as tarifas anunciadas pelos EUA, Doria disse que elas prejudicam tanto Flávio quanto Lula e que afetam negativamente o Brasil e setores exportadores.
- A fala de Doria ocorreu durante entrevista coletiva após o recebimento do cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, em seminário promovido pelo Lide; o diplomata não comentou as tarifas.
O ex-governador de São Paulo, João Doria, criticou o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro. A reunião ocorreu em 26 de maio, na Casa Branca, em Washington, durante um período pré-eleitoral. O tema principal envolveu segurança pública, tarifas comerciais e minerais críticos, entre outros assuntos.
Doria afirmou que receber um pré-candidato em pleno ano eleitoral não foi bem interpretado. O ex-governador defendeu que Trump deveria receber todos os candidatos brasileiros que estejam formalizando candidaturas. A crítica foi feita após ele participar de uma entrevista coletiva com o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, em seminário promovido pelo Lide.
Tarifaço e impactos na eleição
Segundo Doria, as tarifas anunciadas pelos EUA podem trazer prejuízos tanto a Flávio Bolsonaro quanto a Lula, apontando impactos negativos para o setor produtivo brasileiro e para a economia exportadora. Ele destacou que barreiras comerciais em uma das maiores economias do mundo afetam o Brasil como conjunto.
O ex-governador ressaltou que perdas no setor produtivo podem influenciar o cenário eleitoral. Ele citou que o país, ao ser afetado por tarifas, perde competitividade e demanda, o que poderia repercutir em favor de opositores ou em desfavor de quem está no poder.
Doria reiterou que a situação envolve o Brasil inteiro e não apenas os atores envolvidos na política interna. Segundo ele, medidas de política econômica externa impactam a percepção pública sobre governança e soberania. O assunto segue em acompanhamento diplomático e econômico.
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