- Governo avalia transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima, com equipamentos e tecnologia.
- Foram identificadas as unidades mais representativas do crime organizado, correspondendo a 18% da população carcerária e a 80% das lideranças de cerca de oitenta organizações.
- A referência para a transformação seria o modelo dos cinco presídios federais de segurança máxima existentes; ainda não há prazo definido nem detalhes sobre a coordenação com secretarias estaduais.
- O ministro informou que haverá ampliar ações para detectar celulares contrabandeados em presídios e aumentar a taxa de resolução de homicídios; citou a Operação Carbono Oculto como exemplo de combate financeiro a organizações criminosas.
- O tema foi discutido durante sessão na Câmara dos Deputados, sem indicação de conclusão ou prazo para implementação.
O governo Lula avalia transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima. A proposta surge do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme declaração do ministro Wellington Lima e Silva.
Segundo o ministro, as 138 unidades foram identificadas como as mais representativas do crime organizado, abrigando 18% da população carcerária e concentrando 80% das lideranças das cerca de 80 organizações catalogadas pela Secretaria de Políticas Penais.
A referência para a transformação seriam os cinco presídios federais de segurança máxima já existentes. A ideia é equipar esses 138 estabelecimentos com tecnologia e recursos que elevem o padrão de segurança, afastando-os do estado precário atual.
Plano de implementação e próximos passos
O ministro durante a sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara não forneceu cronograma nem detalhes sobre coordenação com secretarias estaduais, limitando-se a mencionar a intenção de avançar no projeto.
Durante a mesma fala, Lima e Silva mencionou ações para ampliar a detecção de celulares contrabandeados em presídios e ampliar a resolução de homicídios no país. O governo citou ainda a Operação Carbono Oculto como exemplo de medidas de combate a organizações criminosas.
Outros temas abordados
Em resposta a questionamentos, o ministro ressaltou que o decreto recente ampliou obrigações das plataformas de redes sociais no combate a conteúdos de assédio, violência e nudez não consensual, mantendo alinhamento com decisões do Supremo Tribunal Federal.
Também houve menção a um caso envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem. O ministro disse que não houve intercessão política brasileira junto aos EUA pela prisão, apenas cooperação policial internacional, conforme relatório da Polícia Federal.
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