- No 2º turno do pleito no Peru, a apuração segue indefinida, com 95,9% das urnas apuradas; Roberto Sánchez tem 50.057 votos e Keiko Fujimori 49.943, uma diferença de cerca de 20 mil votos.
- Fujimori disse estar esperançosa de vencer, destacando possível favorecimento do voto no exterior e de atas observadas, mas afirmou que é prematuro declarar vencedor.
- Sánchez assumiu a dianteira da apuração às 14h58 do dia 8, ao fim de horas com a candidata conservadora liderando; ele é mais forte em áreas rurais, onde restavam urnas a contagem.
- No primeiro turno, o pleito foi fragmentado, com Fujimori recebendo 17,2% dos votos válidos e Sánchez 12% em um total recorde de 35 candidatos.
- O Peru voltou a ter sistema legislativo bicameral, com Câmara e Senado, após décadas de unicameralismo; o Senado passa a ter 60 cadeiras e a Câmara, 130.
Keiko Fujimori afirma manter a esperança de vitória no segundo turno da eleição presidencial do Peru, mesmo com a apuração em curso e diferença apertada. No domingo (7), o pleito ocorreu, e a disputa envolve a conservadora Fujimori e o deputado de esquerda Roberto Sánchez. A apuração seguiu indefinida na segunda-feira (8) e, até 95,9% das urnas computadas, Sánchez liderava por cerca de 20 mil votos.
Sánchez virou à frente da contagem por volta das 14h58, segundo o ONPE, após várias horas com Fujimori na liderança. O candidato de esquerda obtinha maior força nas zonas rurais, enquanto Fujimori recebia apoio mais robusto na capital. A diferença permanece estreita e o resultado depende de votos estrangeiros e urnas ainda não abertas.
Situação atual do pleito
Fujimori ressaltou que o voto no exterior pode favorecer sua campanha e citou ata observada como possível fator de vantagem. Ela reforçou que a margem é apertada e que é preciso aguardar o anúncio oficial do ONPE, mantendo o entendimento de empate técnico até a divulgação. Institutos de pesquisa acompanham a contagem paralelamente.
O país vive cenário político fragmentado desde o primeiro turno, com 9 presidentes em 10 anos. O Congresso, agora com duas casas sob o novo sistema bicameral, pode influenciar decisões políticas. Especialistas destacam a persistente desconfiança institucional e a fragilidade do equilíbrio entre Executivo e Legislativo.
Contexto político e sistema institucional
O Observatório Político Sul-Americano aponta que a crise se traduz em baixa credibilidade das instituições. Dados do Latinobarómetro indicam elevada desconfiança no governo e no Congresso peruano, com apenas 10% satisfeitos com a democracia. Partidos surgem e desaparecem com facilidade, o que alimenta a incerteza eleitoral.
Historicamente, Keiko Fujimori liderou o Fuerza Popular e disputou o poder repetidas vezes sem sucesso no turno final. A disputa agora permanece em aberto, com o resultado dependendo de votos no exterior e de urnas ainda a serem abertas nas regiões rurais. A conclusão do pleito deve seguir conforme a contagem oficial.
Fonte: reportagem de Thais Fascina, da GloboNews.
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