- O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil estrutural para apurar os protocolos de segurança da Sabesp em obras e intervenções urbanas com redes subterrâneas na cidade de São Paulo.
- A ação foi iniciada após explosão no Jaguaré, Zona Oeste, em 11 de maio, que ocorreu durante obra da Sabesp ao atingir tubulação de gás da Comgás.
- O acidente deixou o vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, morto e outras três pessoas feridas; o local foi isolado por risco de novos vazamentos.
- A portaria cita uma representação de uma deputada estadual que aponta destruição de imóveis, mortes, feridos e deslocamento emergencial de moradores.
- As causas estão sendo investigadas pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Arsesp, enquanto o inquérito busca analisar de forma preventiva e estrutural os protocolos da Sabesp em situações semelhantes.
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil estrutural para apurar os protocolos de segurança adotados pela Sabesp em obras e intervenções urbanas com escavações e redes subterrâneas, após a explosão ocorrida no Jaguaré, na zona Oeste da capital. A investigação mira procedimentos da empresa em projetos que envolvem infraestrutura de terceiros.
A explosão aconteceu em 11 de maio, após uma obra da Sabesp atingir uma tubulação de gás da Comgás. O acidente deixou um vigilante morto, Alex Sandro Fernandes Nunes, 49 anos, e três pessoas feridas. Equipes de resgate atuaram no local, que ficou isolado por risco de novos vazamentos de gás.
A apuração do MP teve início após uma representação recebida de uma deputada estadual, que apontou destruição de imóveis, mortes, feridos e deslocamento de moradores. O órgão afirma que o inquérito civil estrutural não substitui a apuração das causas do acidente, que segue sob investigação específica.
Protocolo de segurança sob escrutínio
Segundo o MP, o novo procedimento analisará de forma preventiva e estrutural os protocolos adotados pela Sabesp em obras similares na cidade. A medida visa verificar se as etapas de planejamento, supervisão e acompanhamento técnico atendem a normas de segurança.
O local da explosão foi cercado por equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Defesa Civil e policiamento. Pessoas chegaram a ser lançadas pela força da explosão e houve vítimas presas sob escombros, conforme relatos de militarados e bombeiros.
As causas do acidente são investigadas pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Arsesp. Além de apurar as circunstâncias técnicas, as autoridades avaliam impactos sobre imóveis, moradores e estruturas adjacentes à intervenção.
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