- O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, comunicou ao presidente Lula insatisfações com a condução do governo no Senado, após a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF.
- Guimarães teria reclamado, em particular, da atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e, em menor grau, de Randolfe Rodrigues, na votação que rejeitou Messias.
- Aliados próximos à SRI disseram que Wagner e Randolfe estariam dispersos sobre a agenda do governo no Senado e voltados para as eleições em seus estados.
- A avaliação da SRI é que a articulação precisa se concentrar em pautas pendentes do governo, priorizando temas no plenário.
- A principal prioridade atual no Senado é viabilizar a aprovação da PEC que encerra a chamada escala 6×1, ainda sem sinal claro do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), entraram em rota de colisão após a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo relatos de aliados, Guimarães levou a Lula reclamações sobre a condução do governo no plenário.
A discussão envolve ainda o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que também é citado como alvo de insatisfação. A alegação é de que a atuação desses dois políticos foi decisiva na votação que rejeitou Messias.
Interlocutores próximos ao SRI afirmam que Guimarães critica a condução do processo e a coordenação entre os titulares do governo e o Senado. Jaques Wagner e Randolfe, na visão de aliados, teriam dispersado a agenda governista.
A avaliação interna é de que a articulação precisa se concentrar em pautas pendentes ainda no radar, para evitar novas desgastes. A gestão da relação com o Senado é apresentada como prioridade para o governo.
Entre as pautas em disputa, está a PEC que encerra a escala 6×1, já mencionada como prioridade pela equipe governamental. Não houve sinalização clara de apoio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para a votação.
O episódio é visto como um desafio político interno do PT, que amplia a tensão entre membros da base aliada. A narrativa aponta uma divergência sobre estratégia e ritmo de atuação no Senado.
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