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Prefeituras, pescadores e Senado reagem à proibição do arrasto da tainha em SC

Prefeituras, pescadores e Senado pressionam por revisão das regras após fim do arrasto da tainha em Santa Catarina

Da praia ao Senado: setores de Santa Catarina se mobilizam contra proibição federal do arrasto da tainha. (Foto: Acervo pessoal/Vitor Hugo Serpa)
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  • O governo federal encerrou, de forma imediata, a pesca da tainha por arrasto de praia em Santa Catarina após atingir noventa por cento da cota coletiva, com prazo de vinte e quatro horas para descarte das embarcações remanescentes.
  • Prefeituras, lideranças políticas e comunidades pesqueiras criticaram a decisão, destacando que a tainha é tradição centenária e sustenta famílias na região.
  • Em Balneário Camboriú, o vereador Eduardo Zanatta pediu remanejamento de cotas não utilizadas e apoio à comercialização do pescado para mitigar impactos da suspensão.
  • Pescadores de Bombinhas organizaram manifestação na Praia de Bombas pedindo revisão da proibição e aumento da cota para a pesca artesanal.
  • No Congresso, o senador Hermes Klann apresentou projeto de decreto legislativo para sustar a Portaria que definiu as cotas, argumentando falta de debate e transparência com comunidades pesqueiras.

A decisão do governo federal de encerrar a temporada de tainha na modalidade de arrasto de praia, após 90% da cota definida pela Portaria Interministerial nº 51/2026, gerou reação em cidades litorâneas de Santa Catarina. O anúncio ocorreu no fim de semana, com o fim imediato da captura e desembarque em 24 horas para os barcos ainda no mar. A medida é apresentada como preventiva para evitar estouro da cota.

Prefeituras, lideranças políticas e pescadores criticaram o encerramento, destacando impactos econômicos e culturais. Em Florianópolis, a subsecretaria de Pesca pediu entendimento da população sobre a preservação da atividade, que movimenta renda de cerca de 5 mil famílias e integra a identidade local. O foco é manter a pesca artesanal como tradição e fonte de sustento.

Remanejamento de cotas é alternativa proposta

Em Balneário Camboriú, o vereador Eduardo Zanatta (PT) encaminhou demandas ao Ministério da Pesca para buscar soluções. A ideia é remanejar cotas não utilizadas para Santa Catarina e fortalecer a comercialização do pescado, diante de um recorde de capturas na safra atual. Zanatta ressalta a importância da atividade para comunidades costeiras.

O parlamentar enfatiza que a região tem prática histórica com a tainha, e a safra atual é uma das maiores dos últimos 30 anos. Segundo ele, políticas de manejo funcionaram, mas é preciso transformar o resultado em renda e segurança para os pescadores, com cobrança de regionalização futura dos limites de captura.

Mobilização e atuação no Senado

No litoral norte, pescadores organizaram uma manifestação pacífica na Praia de Bombas, em Bombinhas, contra o encerramento antecipado. O ato reuniu trabalhadores e apoiadores, com um abaixo-assinado pedindo revisão da proibição. O texto ressalta o impacto nas famílias e comunidades que dependem da atividade.

No Congresso, o senador Hermes Klann (PL-SC) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar a Portaria nº 51/2026. A justificativa cita falta de debate com quem vive da pesca e questiona critérios técnicos usados para as cotas. Klann afirma que a tainha é parte da história do litoral e que a decisão requer transparência.

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