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Sou da Paz lança agenda de segurança pública para eleições

Sou da Paz lança agenda eleitoral com propostas para segurança pública, buscando qualificar o debate, fortalecer polícias, enfrentar o crime organizado e retirar armas ilegais

Brasília (DF), 09/06/2026 - Carolina Ricardo é a nova diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. Foto: soudapaz.org/Divulgação
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  • O Instituto Sou da Paz lançou a campanha Vote pela Paz e a agenda Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade, para qualificar o debate eleitoral e cobrar planos reais dos candidatos.
  • A iniciativa apresenta cinco eixos prioritários: proteção de meninas e mulheres, fortalecimento das polícias, enfrentamento ao crime organizado, redução dos roubos e retirada de armas ilegais de circulação.
  • Dados de pesquisa apontam que quarenta e quatro mil pessoas são vítimas de mortes violentas por ano; 94% percebem violência no município, 53% evitam sair à noite e 31% evitam usar celular na rua.
  • A agenda defende valorização dos profissionais de segurança, investigação criminal fortalecida, uso responsável de tecnologia, integração entre instituições e combate ao tráfico de armas.
  • Sobre crime organizado, o documento aponta movimentação de mais de 350 bilhões de reais nos últimos três anos e propõe cooperação entre Receita Federal, Polícia Federal, Banco Central, Ministério Público e polícias estaduais para combater lavagem de dinheiro e mercados ilícitos.

O Instituto Sou da Paz lançou nesta terça-feira, 9, a campanha Vote pela Paz e a agenda Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade. O objetivo é qualificar o debate eleitoral e exigir planos consistentes, metas e compromissos reais para reduzir a violência.

A iniciativa visa combater o improviso e o populismo na área de segurança pública, segundo a diretora-executiva Carolina Ricardo, que afirma que a população quer resultados concretos e políticas que funcionem.

Embora haja queda recente de homicídios em alguns indicadores, o Sou da Paz destaca que mais de 44 mil pessoas morrem de violência no país a cada ano, com expansão do crime organizado e aumento de fraudes digitais. O medo de roubos, especialmente de celulares, também cresce, além de violência contra mulheres.

A agenda traz ações aplicáveis em nível estadual e federal, organizadas em cinco eixos prioritários: proteção de meninas e mulheres; fortalecimento das polícias; enfrentamento ao crime organizado; redução dos roubos; e retirada de armas ilegais de circulação. Valorização dos profissionais e investimento em investigação estão entre os pilares.

Dados de pesquisa do Sou da Paz indicam que 94% percebem violência na cidade onde vivem; 53% evitam sair à noite; 31% não usam celular na rua para se proteger. A maioria busca soluções que combinem tecnologia, investigação e profissionalização policial.

Carolina Ricardo ressalta que a população apoia o uso de tecnologia e uma polícia mais preparada, e que o desafio é transformar essa demanda em compromisso político concreto. A pesquisa também aponta apoio a câmeras corporais e visão crítica sobre o aumento de armas.

Entre as soluções, a agenda propõe ampliar o olhar sobre o crime organizado para além do tráfico de drogas, incluindo o sistema financeiro na pauta, com investigações financeiras e combate à lavagem de dinheiro. Reforço institucional é enfatizado.

Crime organizado é apontado como movimento superior a 350 bilhões de reais nos últimos três anos, incluindo atividades como venda de combustíveis, garimpo e contrabando. A infiltração em órgãos públicos é citada como risco à democracia e à confiança nas instituições.

Para enfrentar esse cenário, o documento defende a integração entre Receita Federal, Polícia Federal, Banco Central, Ministério Público e polícias estaduais, além de cooperação internacional para combater mercados ilícitos. Estratégia institucional é destacada.

A agenda também propõe reordenar a atuação policial, priorizando investigações, inteligência e perícias, com ações territoriais consideradas apenas quando houver condições reais de segurança para a população e os agentes.

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