- O Tribunal Superior Eleitoral julga nesta terça-feira (9) a decisão do presidente Kassio Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro.
- A suspensão envolve a alegação de indícios de indução dos entrevistados pela forma como as perguntas foram organizadas, ligando Banco Master, Daniel Vorcaro e o caso Dark Horse.
- O Partido Liberal afirma que o questionário foi estruturado para criar uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro, inclusive com uso de material audiovisual relacionado ao caso.
- Integrantes do PT manifestam preocupação com o precedente para futuras disputas eleitorais e ressaltam que a Justiça costuma atuar em questões de registro e cumprimento legal, não apenas por debates metodológicos.
- A AtlasIntel nega indução e sustenta que as perguntas sobre intenção de voto foram respondidas antes da exibição de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira (9) a decisão de Cassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel. A análise ocorrerá no plenário da corte.
O levantamento apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após episódios envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse. A decisão questiona a forma como as perguntas foram organizadas.
Kassio Nunes Marques afirmou haver indícios de indução dos entrevistados durante a aplicação do questionário, não apenas divergências metodológicas, citando a sequência de perguntas sobre o Banco Master, Vorcaro e impactos políticos do caso.
Argumentos da decisão
O ministro sustenta que a estrutura do questionário poderia influenciar respostas sobre imagem, rejeição e intenção de voto do senador. A defesa apresentada alega que houve tratamento inadequado de parte do material.
A decisão também aponta que o conjunto de questões tratava de temas conectados ao caso envolvendo Flávio Bolsonaro, o que, segundo o TSE, pode ter influenciado o resultado.
Posição do PL
O Partido Liberal (PL) afirmou que a AtlasIntel estruturou a pesquisa para gerar percepção negativa de Flávio Bolsonaro. Alega que a ordem de perguntas, ligada a Vorcaro e ao episódio envolvendo o Banco Master, poderia enviesar respostas.
O PL questionou ainda o uso de material audiovisual relativo ao caso durante a coleta dos dados. As queixas foram apresentadas ao TSE como forma de contestar a metodologia.
Reação do PT
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), e membros da campanha de Lula, manifestaram preocupação com o precedente criado. A avaliação é de que a Justiça Eleitoral costuma intervir em pesquisas por irregularidades formais, não por questionamentos metodológicos.
Dirigentes petistas destacaram que a decisão pode impactar divulgações de levantamentos eleitorais durante a campanha de 2026, gerando insegurança entre opositores e veículos.
Defesa da AtlasIntel
A AtlasIntel negou qualquer indução dos entrevistados e defendeu a legalidade da pesquisa suspensa. O instituto afirmou que as perguntas sobre intenção de voto foram respondidas antes da exibição do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
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