- No Distrito Federal, na região do Gama, aconteceu a terceira edição do encontro nacional da Conaq, com mais de cinco centenas de mulheres de comunidades tradicionais e celebra 30 anos da organização.
- Foi lançado o Plano emergencial para proteção às mulheres quilombolas defensoras dos direitos humanos, com oitenta e cinco páginas, visando políticas públicas efetivas e proteção coletiva e territorial.
- O documento apresenta demandas para governos em áreas como gênero, raça, direitos sociais, infraestrutura, valorização de saberes quilombolas e fortalecimento de equipes de apoio com respostas rápidas a riscos.
- A coordenadora Selma Dealdina destacou que o plano busca enfrentar conflitos agrários e ambientais que afetam lideranças femininas, prevendo cartilha pedagógica e formações para articulação política.
- Também foi exibido o filme Cafuné, sobre lideranças ameaçadas; o encontro inclui debates com a jornalista Maria Júlia Coutinho sobre comunicação e celebração da vida quilombola.
O DF recebe o encontro nacional de mulheres quilombolas, com a participação de mais de 500 lideranças de comunidades tradicionais de todo o país. O evento lançou o Plano emergencial para proteção às mulheres defensoras dos direitos humanos, de 85 páginas, na abertura da programação.
O encontro celebra os 30 anos da Conaq, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. A terceira edição acontece na região administrativa do Gama, em Brasília, e seguirá até domingo.
O plano emergencial apresentado aponta políticas públicas efetivas como requisito básico. Entre as demandas estão proteção coletiva, avanços em infraestrutura, direitos sociais e valorização de saberes quilombolas, com respostas rápidas a riscos.
Segundo Selma Dealdina, da coordenação do Coletivo de Mulheres da Conaq, a iniciativa busca enfrentar o agravamento de conflitos agrários e ambientais que afetam lideranças femininas em todo o país.
A proposta prevê ações de curto prazo, como a publicação de uma cartilha pedagógica e a criação de form ações integradas para fortalecer a incidência política das mulheres quilombolas.
Além do plano, o evento exibe o documentário Cafuné, dirigido por Gabriela Barreto, Maryellen Crisóstomo e Nathália Purificação, sobre lideranças ameaçadas e mortes de mulheres.
A coordenadora executiva da Conaq, Sandra Braga, explica que o encontro serve para compartilhar dores, lutas e ideias entre as comunidades, fortalecendo territórios, ancestralidade e identidade.
Durante o primeiro dia, a jornalista Maria Júlia Coutinho participou de conversas com as lideranças sobre comunicação, destacando que o quilombo também é espaço de alegria que impulsiona transformação.
Justiça climática
Os organizadores destacam que o lema Mulheres Quilombolas na defesa por justiça climática, por reparação e democracia expressa resistência e proteção dos biomas. A Conaq defende estratégias unificadas contra os impactos das mudanças climáticas.
O evento também valoriza agricultoras familiares, raizeiras, benzedeiras e parteiras de diferentes regiões, buscando representar a diversidade dos biomas e das tradições locais. Cida Souza, do Coletivo de Mulheres, ressalta o papel central das mulheres na produção territorial.
Entre na conversa da comunidade