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Aliados de Flávio minimizam Genial/Quaest e apostam em vantagem no debate sobre segurança

Aliados de Flávio Bolsonaro minimizam a Quaest e apostam em recuperação no debate sobre segurança pública, apesar de Lula abrir vantagem de seis pontos no segundo turno

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante ato de lançamento da pré-campanha de Sergio Moro ao governo do Paraná, em Curitiba — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
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  • Na pesquisa Quaest, Lula tem 44% e Flávio Bolsonaro 38% em segundo turno; em maio havia empate (42% a 41%).
  • Aliados da pré-campanha do PL minimizam o resultado, dizendo que oscilações assim são normais e que Flávio deve se recuperar no debate sobre segurança pública.
  • A pesquisa é a primeira após as mensagens entre Flávio e um ex-banqueiro e após a visita de Flávio aos Estados Unidos, entre outros acontecimentos recentes.
  • Há a leitura de que a classificação de facções criminosas como terroristas pela Casa Branca pode favorecer Flávio no pleito, apesar de críticas ao tema.
  • Segundo a Quaest, 65% dos entrevistados dizem que Flávio errou ao pedir dinheiro para produzir filme; 60% entendem que o governo brasileiro deve atuar no tema terrorismo.

Acil 2-3 parágrafos de texto inicial:

Aliados de Flávio Bolsonaro minimizam o resultado da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, que mostra Lula abrindo vantagem no segundo turno. A avaliação interna é de oscilações normais na pré-campanha e de potencial recuperação de Flávio, especialmente no debate sobre segurança pública. A leitura é de que o cenário pode mudar conforme a atuação do senador.

A pesquisa aponta Lula com 44% e Flávio com 38% em cenário de segundo turno. Em maio, o empate era destacado, com Lula seguido por 42% e Flávio por 41%. O levantamento é o primeiro após a divulgação de mensagens envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e após a visita à Casa Branca, de onde partiram desdobramentos sobre fiscalização de organizações criminosas.

Segundo apuração de aliados, a estratégia do PT de associar o senador a traços de traição é contestada pela percepção de que a classificação de facções brasileiras como terroristas pode favorecer Flávio. A ideia é que o tema de segurança pública ainda oferece vantagem ao pré-candidato do PL em debates com o tema.

Contexto da pesquisa e repercussões

O estudo também registra demora na consolidação da classificação de organizações criminosas como terroristas pela Casa Branca, com 45% que concordam e 45% que discordam. Ainda assim, 60% entendem que o governo brasileiro deve atuar nessa linha de atuação.

Ao longo de 2024, avaliações sobre ações de Donald Trump impactaram a percepção de condições econômicas no Brasil, com 53% conforme a leitura de punições recentes prejudicando empresas e bancos nacionais. A repercussão de eventuais novas denúncias contra Flávio também segue em pauta, segundo a leitura de assessores próximos.

O grupo de Flávio ressalta que a pré-candidatura pode receber novos elementos de adversários, incluindo denúncias ligadas a investimentos recebidos pela equipe do senador. A avaliação interna é de que quadrilhas e redes de apoio do PT podem apresentar informações que envolvam quadros regionais, sem, contudo, indicar vitória para Lula.

Dados sobre percepções públicas

A Quaest também indica que 65% dos respondentes entendem que Flávio errou ao solicitar dinheiro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o que pode influenciar avaliações de conduta e integridade do candidato. O conjunto de respostas tende a moldar a percepção pública sobre a gestão de segurança pública no país.

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