- Reuniões da Sala de Situação da Casa Branca, com altos assessores, para lidar com os arquivos de Epstein e a pressão pela transparência.
- O presidente Donald Trump tentou abafar o tema e autorizou apenas divulgação limitada, tentando controlar a imprensa.
- O vice-presidente JD Vance pressionou pela divulgação total, sugerindo até entrevistas com Ghislaine Maxwell e temeu perder apoio da base MAGA.
- Tensões internas no Departamento de Justiça e no FBI, com acusações de vazamento e disputas entre Pam Bondi, Kash Patel e Dan Bongino.
- Um memorando de março de 2026 indica que os arquivos Epstein continuaram sendo um tema negativo entre eleitores, influenciando apoio a Trump.
No meio do ano passado, a divulgação de arquivos ligados a Jeffrey Epstein causou forte tensão na Casa Branca. Assessorias de Trump se reuniram diversas vezes na Sala de Situação para conter o episódio, que envolvia o próprio presidente. As reuniões contaram com a presença de figuras-chave, sem o chefe do Executivo presente em alguns momentos.
O grupo tratou de respostas estratégicas para conter a crise, diante de pedidos de transparência crescentes. O vice-presidente JD Vance participou ativamente, defendendo a publicação de todo o material, mesmo o que carecia de provas sobre Trump.
Susie Wiles, chefe de gabinete, David Warrington, conselheiro, Todd Blanche, vice-procurador-geral, e Kash Patel, diretor do FBI, estiveram entre os participantes das discussões. A atuação buscou evitar danos à coalizão que apoiava a administração.
O bastidor da Casa Branca
A liderança considerou a divulgação como ameaça à credibilidade do governo diante do eleitorado MAGA. Em paralelo, Trump tentou adiar ou mesmo impedir reportagens do The Wall Street Journal sobre o tema, acionando contatos com a imprensa para influenciar a cobertura.
Entre as táticas, surgiram debates sobre entrevistar Ghislaine Maxwell e sobre a possível ampliação do material divulgado. Questões e sugestões surgiram na Sala de Situação, algumas consideradas extremas por membros da equipe.
Dentro do governo, Pam Bondi, Dan Bongino e Kash Patel discutiram o impacto das informações. A tensão interna se intensificou após uma reunião em que profissionais do Departamento de Justiça discordaram sobre as fontes e o conteúdo das anotações de testemunhas.
Seguimento e impactos
Mais de um ano após o início, pesquisadores indicaram que os arquivos Epstein ainda influenciam a percepção pública. Um memorando divulgado em março de 2026 apontou que o tema permaneceu relevante entre eleitores, afetando a avaliação sobre a administração.
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