- Bill Gates negou conhecimento de condutas criminosas de Jeffrey Epstein e disse não ter “vítimizado” ninguém durante depoimento ao Congresso dos Estados Unidos.
- Os documentos do Departamento de Justiça incluem o nome de Gates e mostram amizades próximas, operações financeiras ilícitas e fotos privadas de Epstein com personalidades; o comitê solicitou o depoimento do bilionário.
- Gates afirmou que conheceu Epstein em 2011 por meio de contatos profissionais e filantrópicos, aceitando o contato porque o financiista dizia poder arrecadar bilhões para projetos de saúde global; as interações ocorreram entre 2011 e 2014 e terminaram em dezembro daquele ano.
- O financista foi encontrado morto em 2019, na prisão, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores; em 2008 já havia sido condenado por solicitação de serviços de prostituição a menor.
- Entre os itens divulgados, há um e-mail de 2013 em que Epstein sugeria ajudar Gates a lidar com consequências de infidelidades; Gates classificou o conteúdo como falso e disse que Epstein tentou usar informações privadas para pressioná-lo, sem sucesso.
Bill Gates negou nesta quarta-feira (10/6) ter conhecimento de condutas criminosas de Jeffrey Epstein e afirmou não ter vitimizado ninguém ao depor no Congresso dos EUA sobre seus vínculos com o falecido financista. Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça indicam relações próximas entre as partes, operações financeiras controversas e imagens privadas de Epstein com figuras públicas.
Segundo o material, Gates foi apresentado a Epstein em 2011 por pessoas de sua confiança ligadas ao mundo profissional e filantrópico, e acabou aceitando o contato com a promessa de facilitar doações para projetos de saúde global. O bilionário afirmou que não havia mecanismos formais de doação nem arrecadação associada às interações, que teriam se encerrado em 2014.
Contexto dos documentos
O depoimento ocorreu em meio ao escrutínio sobre as relações de Epstein com pessoas influentes. Epstein, que já enfrentava acusações de tráfico sexual de menores, foi encontrado morto na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento. Em 2008, havia sido condenado por solicitar serviços de prostituição a uma menor.
Detalhes do encontro e declarações
Gates disse ter participado de conversas e reuniões com Epstein entre 2011 e 2014 para avaliar possíveis doações beneficentes, sem que houvesse uso de mecanismos formais de captação de recursos. O fundador da Microsoft ressaltou que reconhece que Epstein enfrentou problemas legais no passado, mas não compreende a escala de crimes cometidos.
O comitê da Câmara dos EUA que investiga o caso questionou Gates após a divulgação dos documentos. O presidente dos EUA na época, Donald Trump, manifestou-se contra a divulgação dos arquivos, o que gerou acusações de encobrimento. Gates, por sua vez, apoiou a publicação, defendendo que as vítimas recebam justiça.
Versão de Gates sobre as informações obtidas
Gates relatou que Epstein chegou a afirmar possuir recursos para financiar projetos de saúde global, o que o levou a aceitar o contato. Em relação a informações pessoais manipuladas por Epstein, o financista teria buscado explorar eventual correção de falhas no passado de Gates. O empresário afirmou que Epstein tentou usar tais informações para retomar o relacionamento, sem sucesso.
No interrogatório, Gates também explicou que, após reconhecer a dimensão potencial dos riscos, reconheceu ter se afastado das interações em 2014. O comitê disse que Gates forneceu informações sobre outras pessoas do entorno de Epstein, contribuindo com o andamento das investigações.
Desdobramentos
Ao final da audiência, representantes do comitê destacaram que o depoimento de Gates acrescentou detalhes sobre o círculo próximo a Epstein. O evento faz parte de um conjunto de depoimentos de figuras ligadas ao caso, buscando esclarecer como o governo lidou com os arquivos divulgados e com as relações entre Epstein e personalidades públicas.
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