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Bill Gates diz ao Congresso ter sido chantageado por Epstein com informações

Bill Gates afirma ao Congresso que Epstein o chantageou com informações sobre infidelidades e que nunca testemunhou conduta criminosa por parte dele

Bill Gates, cofundador da Microsoft, chega ao Capitólio para uma entrevista a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, em Washington, na quarta-feira, 10 de junho de 2026. — Foto: AP/José Luis Magana
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  • Bill Gates disse ao Congresso que Epstein tentou chantageá-lo com informações sobre seus relacionamentos extraconjugais, mas que nunca presenciou conduta criminosa do financista.
  • Disse ainda que não compreendia plenamente a extensão dos crimes de Epstein na época e que as conversas não tinham relação com suas interações com ele.
  • O depoimento ocorreu diante do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara, que investiga falhas do Departamento de Justiça no caso Epstein e Maxwell.
  • Documentos do Departamento de Justiça mostram encontros entre Gates e Epstein após 2008 para discutir filantropia; há fotos com rostos ocultos.
  • A Fundação Bill e Melinda Gates deu início a uma revisão externa sobre contatos com Epstein, e e-mails indicam comunicação entre Epstein e funcionários da fundação.

Bill Gates afirmou ao Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira (10) que não tinha pleno desconhecimento sobre a extensão dos crimes de Jeffrey Epstein quando manteve contatos com o financista. O objetivo era obter apoio para a fundação Gates, segundo documentos apresentados durante o depoimento.

O bilionário negou ter presenciado conduta criminosa de Epstein. Segundo Gates, o milionário tentou pressioná-lo com informações sobre seus relacionamentos extraconjugais para reativar o contato, em meio a uma série de acusações já conhecidas contra Epstein.

O depoimento ocorreu no âmbito de uma apuração do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara sobre possíveis falhas do Departamento de Justiça no caso Epstein e em relação à associada dele, Ghislaine Maxwell. O presidente do comitê, James Comer, pediu a presença de Gates para um registro presencial.

Conforme reportagens, Gates contratou o ex-investigador Jake Greenberg para auxiliá-lo na preparação do depoimento. Greenberg deixou o cargo no comitê desde então, segundo porta-voz da presidência do painel. A participação de Gates ocorre em meio a revisões internas da Fundação Gates sobre contatos com Epstein.

Epstein foi condenado, em 2008, por prostituição no estado da Flórida e cumpriu 13 meses de prisão. Em 2019, houve acusações federais de tráfico sexual de menores; Epstein morreu naquele ano, em circunstâncias classificadas como suicídio antes do julgamento.

Documentos do Departamento de Justiça indicam encontros repetidos entre Gates e Epstein após 2008 para discutir ampliação de projetos filantrópicos. Fotografias com rostos ocultos em registro oficial também foram divulgadas, ampliando a linha de investigação sobre a relação entre as duas partes.

A Fundação Gates anunciou, em abril, a abertura de uma revisão externa sobre seus contatos com Epstein. E-mails entre Epstein e funcionários da fundação já haviam sido tornados públicos pelo DOJ em janeiro, revelando comunicações relacionadas ao tema.

A apuração também aborda como autoridades lidaram com o caso, acordos com acusados, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual e a divulgação de documentos governamentais. A pauta envolve um amplo leque de figuras influentes citadas em documentos oficiais.

Entre as informações divulgadas recentemente estão ligações de Epstein com figuras do mundo político, financeiro, acadêmico e empresarial, incluindo relatos de convivência com o ex-presidente Donald Trump em décadas anteriores. A divulgação gerou críticas sobre possíveis impactos éticos e transparência institucional.

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