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Campanha de direita para influenciar como juízes nos EUA veem a crise climática

Campanha conservadora tenta moldar decisões judiciais sobre litígios climáticos, com ex-diretor de fracking em seminários de educação jurídica

Chris Wright, the US energy secretary attends the 2026 infrastructure summit of government officials, corporate executives and labor leaders in Washington DC on 11 March 2026.
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  • Grupos de tendência conservadora buscam influenciar decisões judiciais em casos de mudanças climáticas, alegando que a jurisprudência é politizada.
  • A Environmental Law Institute (ELI) organiza o Climate Judiciary Project, com seminários para advogados e juízes sobre ciência climática e o papel do tema no direito.
  • O Departamento de Energia dos EUA e Chris Wright, ex-diretor de uma empresa de fraturamento, participaram de eventos envolvendo juízes, o que reacende críticas sobre vínculos entre setor fóssil e educação judicial.
  • A Câmara dos Representantes, sob comando republicano, abriu investigação e pediu documentos sobre supostos vínculos entre a ELI e grupos de interesse, incluindo empresas processadas em ações climáticas.

A campanha de direita para influenciar a forma como tribunais dos EUA veem a crise climática ganha fôlego com a difusão de educação judicial voltada a juízes e advogados. Grupos apoiados por setores fósseis dizem buscar apenas fundamentação científica, mas críticos apontam risco de politização de decisões judiciais em casos contra grandes companhias de petróleo.

Relatórios apontam que a Environmental Law Institute (ELI), ligada a tribunais e a educação jurídica sobre clima, vem sendo alvo de investigações no Congresso. A Comissão Judiciária da Câmara, controlada pela oposição, questiona ligações com grupos de litígio ambiental e com a indústria.

Em evidência, palestras com participação de Chris Wright, atual secretário de Energia dos EUA e ex-executivo de fraturamento, teriam ocorrido em seminários privados voltados a juízes. Wright participou de encontros do Law and Economics Center (LEC), sediado na George Mason University, segundo agendas públicas.

A investigação mira a rede de organizações que promovem a educação judicial sobre clima. Entre os alvos estão a Sher Edling, escritório que representa estados em ações contra grandes petrolíferas, e a ligação entre a ELI e empresas como BP, Chevron e Koch Industries, todas demandadas em processos de responsabilidade climática.

Relatórios indicam que o objetivo dessa rede é moldar a percepção dos juízes sobre a cientificidade da crise climática, criando ambiente de que o tema é político. Pesquisadores sustentam que esse viés pode influenciar decisões contra empresas do setor.

Dados da própria ELI descrevem o projeto Climate Judiciary como um esforço de educação baseada em evidências sobre ciência climática e seu papel no direito. Críticos argumentam que a presença de executivos da indústria em seminários pode trazer conflitos de interesse.

Além de Wright, outras personalidades associadas a defender posições industriais têm participado de programas do LEC. A rede envolve fundações e figuras ligadas a grandes empresas, cujos interesses estão em litígios sobre danos ligados ao aquecimento global.

Os organizadores defendem que os seminários não visam cooptação, mas aprimorar a compreensão dos temas pelos juízes. O LEC afirma que a lista de presentes é pública, ainda que a natureza exata de cada sessão não esteja disponível.

A Câmara dos EUA já solicitou documentos sobre as ligações entre ELI, Sher Edling e outras entidades na tentativa de entender a extensão da influência. O confronto entre partisanismo e independência judicial permanece em aberto, com acusações de que o processo pode transformar casos de clima em disputas políticas.

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