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Celina assina projeto de internação humanizada para pessoas em situação de rua

Projeto assinado por Celina Leão define internação humanizada involuntária apenas em risco iminente, com supervisão do Ministério Público em até 72 horas

Proposta voltada à população em situação de rua estabelece critérios para a chamada internação humanizada - (crédito: Renato Alves/Agência Brasília)
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  • A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou projeto de lei que estabelece diretrizes de acolhimento à população em situação de rua no DF.
  • O texto prevê a internação humanizada involuntária apenas em situações de risco iminente à vida da pessoa ou de terceiros, com avaliação de um profissional médico e duração determinada.
  • Ministério Público e demais órgãos de fiscalização devem ser comunicados em até 72 horas após a adoção da medida.
  • O projeto proíbe medidas coletivas ou indiscriminadas de recolhimento, internação compulsória ou restrições de direitos; permite parcerias com entidades de saúde e comunidades terapêuticas.
  • Caso aprovado, os custos ficarão a cargo de recursos próprios do Distrito Federal e de emendas parlamentares; o acolhimento envolve ações públicas que promovem dignidade, autonomia e direitos, com a Atenção Primária à Saúde como porta de entrada do SUS.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), assinou nesta quarta-feira (10/6) o projeto de lei que institui diretrizes de acolhimento à população em situação de rua no DF, incluindo a internação humanizada involuntária em casos excepcionais. A medida depende de avaliação médica e do prazo determinado para sua aplicação.

Segundo o texto, a internação só ocorrerá quando houver risco iminente à vida da pessoa ou de terceiros, e a situação precisa ser atestada por profissional de saúde. O Ministério Público e demais órgãos de fiscalização devem ser comunicados em até 72 horas após a adoção da medida.

O projeto será encaminhado à Câmara Legislativa (CLDF). Ele veda medidas coletivas ou indiscriminadas que imponham recolhimento forçado, internação compulsória ou restrições de direitos. A proposta prevê cooperação com entidades privadas de saúde e comunidades terapêuticas cadastradas.

Finanças e implementação

Caso aprovado, as despesas virão de recursos próprios do DF e emendas parlamentares, segundo o texto. O acolhimento é definido como um conjunto de ações públicas para proteção integral, com foco na dignidade e na autonomia das pessoas em situação de rua.

Porta de entrada do SUS

Outra diretriz fortalece a Atenção Primária à Saúde como porta de entrada do SUS para esse público, priorizando atendimento estruturado, continuidade de cuidado e atendimento físico e mental.

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