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Centrais sindicais levam à OIT oposição à PEC que encerra escala 6×1

Centrais sindicais enviam carta à OIT para contestar PEC alternativa ao fim da escala 6x1, apontando fragilização da negociação coletiva e maior risco ao trabalhador

Ato realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no dia 1° de maio em Belo Horizonte (MG)
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  • Centrais sindicais enviaram carta ao comando da Organização Internacional do Trabalho (OIT), expressando preocupação com a PEC que cria um regime alternativo de remuneração por hora trabalhada.
  • O documento critica a carta pública de entidades patronais e afirma que a proposta pode fragmentar a jornada, aumentar a instabilidade de renda e transferir risco econômico ao trabalhador.
  • As centrais destacam que a PEC alternativa enfraquece a negociação coletiva e a representação sindical, apoiando, ao mesmo tempo, a aprovação da ideia de fim da escala 6×1 conforme o texto já aprovado pela Câmara.
  • A carta foi endereçada ao diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, com apoio de CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB.
  • O governo avalia que é possível reduzir a jornada de trabalho sem impactos significativos na economia, enquanto empresários defendem a necessidade de compensação financeira e transição mais longa; a PEC do fim da 6×1 ainda depende de despacho no Senado, com Davi Alcolumbre responsável pela pauta.

Centrais sindicais enviaram à OIT uma carta na quarta-feira para expressar preocupação com a PEC que cria um regime alternativo de remuneração por hora trabalhada, apresentado pela oposição no Senado. O documento ressalta riscos à negociação coletiva e à proteção de direitos trabalhistas.

Na mensagem, as entidades afirmam que a proposta pode fragmentar a jornada, gerar instabilidade de renda e transferir ao trabalhador o risco econômico da atividade empresarial. A carta é endereçada ao diretor-geral Gilbert Houngbo e conta com apoio de diversas centrais.

Entre os signatários estão a CUT, a Força Sindical, a UGT, a CTB, a NCST e a CSB. As centrais criticam ainda a campanha publicitária de entidades patronais em defesa da PEC alternativa, que defenderia maior flexibilidade para os trabalhadores.

Em paralelo, as entidades laborais defendem a aprovação do fim da escala 6×1, conforme a PEC já aprovada pela Câmara no fim de maio. A oposição apresentou a PEC alternativa justamente para contrapor esse texto.

Segundo a carta, o Brasil vive um momento decisivo para as relações de trabalho, com foco na redução da jornada e no fortalecimento da negociação coletiva. A OIT é citada como referência para princípios de dignidade humana no trabalho.

A PEC que amplia a semana de trabalho 5×2 prevê dois dias de folga por semana após 60 dias da promulgação da emenda. A transição total para 40 horas ocorre gradualmente em 14 meses, conforme o texto.

Empresários resistem à extinção da 6×1 por alegarem custos de produção e serviços mais elevados. Eles defendem compensação financeira e uma transição mais longa para a nova regra adotada pela Câmara.

O governo, por sua vez, avalia que a economia tem capacidade de absorver as mudanças sem impactos significativos e aposta no ganho de produtividade a partir de maior qualidade de vida para o trabalhador.

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