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Comissão da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

PEC que reduz maioridade penal para 16 anos avança para comissão especial, com possibilidade de alterações em crimes hediondos e homicídio doloso

Coronel Assis (à dir) é o relator da PEC na CCJ
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  • A CCJ da Câmara aprovou a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, com placar de 44 votos a favor e 18 contra.
  • A proposta segue para uma comissão especial, onde deverá sofrer alterações, inclusive para retirar a obrigatoriedade do voto e a mudança na idade mínima para candidatura a cargos públicos.
  • O relator, deputado Coronel Assis, defenderia a redução apenas em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte; jovens de 16 e 17 anos teriam pena em cela separada.
  • A deputada Talíria Petrone criticou a PEC, enquanto oposicionistas defenderam a medida; Mendonça Filho pode atuar como relator da comissão especial e chegou a defender referendo popular.
  • A proposta em discussão original é de 2015, de Gonzaga Patriota, e já teve debates anteriores na Câmara sobre o tema.

A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O placar foi de 44 votos a favor e 18 contra. O texto segue para uma comissão especial, onde poderá passar por alterações.

Além da redução da idade, a proposta também discute diminuir a obrigatoriedade do voto e mudar a idade mínima para cargos públicos. A ideia de liberar candidaturas aos 16 anos pode sofrer mudanças na redação.

O relator é o deputado Coronel Assis (PL-MT), que defende reduzir a maioridade em crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Adolescentes de 16 e 17 anos fariam cumprimento de pena em cela separada.

Avanços e próximos passos

Na comissão especial, Mendonça Filho (PL-PE) deve ser o relator e Aluisio Mendes (Republicanos-MA) o presidente. A dupla já coordenou a comissão da PEC da Segurança.

Entre negociações, Mendonça sugeriu incluir a possibilidade de referendo popular sobre a matéria. A ideia já havia surgido em outra PEC, mas foi retirada após acordo com o governo.

Reações e contexto

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) criticou a medida, defendendo políticas educacionais e socioeducativas para adolescentes. A oposição, como Bia Kicis (PL-DF), defendeu responsabilização de jovens por crimes.

O posicionamento da CCJ reflete sinalizações políticas anteriores sobre o tema, com a PEC da Segurança já discutida no âmbito da Câmara. A tramitação prevê mudanças até a apreciação final pela Casa.

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