- A nova pesquisa Genial/Quaest aponta queda da força eleitoral de Flávio Bolsonaro e aumento de sua rejeição, com Lula na liderança.
- Dois fatores pesados para o recuo do senador: a proximidade com Daniel Vorcaro e a atuação junto ao governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
- Sobre Vorcaro, parte dos eleitores entende que Flávio não deveria ter buscado apoio financeiro para o filme Dark Horse; 65% acham que ele errou, mas 76% dizem que isso não mudará o voto.
- Em relação a Trump, a percepção é de que a aproximação trouxe efeitos negativos, incluindo a ideia de interferência estrangeira em assuntos internos do país.
- O clima eleitoral se desloca também pela melhoria do governo, impulsionada por medidas econômicas como renegociação de dívidas e expansão da faixa de isenção do Imposto de Renda, o que amplia a vantagem de Lula.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira 10, aponta queda de potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro e aumento da rejeição entre eleitores. O levantamento mostra Lula da Silva à frente em cenários de primeiro turno e de segundo turno.
Segundo a Quaest, dois fatores pesam contra o senador. A aproximação de Flávio com Daniel Vorcaro é vista como fonte de desgaste, assim como a atuação junto ao governo dos Estados Unidos, envolvendo temas sensíveis ao eleitorado brasileiro.
Parte significativa do público entende que Flávio não deveria ter buscado apoio financeiro para a produção do filme Dark Horse, associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A percepção é de que o senador assumiu riscos de desgaste, apontando para um impacto na imagem, ainda que a maioria dos entrevistados acredite que o episódio não alterará seu voto.
Aproximação com Daniel Vorcaro
A avaliação dos eleitores indica preocupação com a realização de parcerias para financiar produções envolvendo figuras públicas. A sondagem mostra que o episódio elevou a rejeição de Flávio entre o eleitorado, ainda que o efeito direto sobre a intenção de voto seja menos significativo. A maior parte dos entrevistados considera que o senador falhou na avaliação de riscos.
Apesar disso, a maioria dos participantes reconhece que o episódio não necessariamente redefine escolhas eleitorais dos seus apoios. Mesmo com 65% reconhecendo o erro, 76% afirmam que o caso não mudará a decisão de voto de quem já vota em Flávio.
Atuação junto ao governo dos EUA
Outro eixo do estudo aponta que a atuação de Flávio com autoridades americanas gerou receio entre eleitores. Análises sugerem que temas como a classificação de organizações presentes no país foram interpretados como interferência externa. O feedback aponta que decisões em pauta doméstica devem partir de autoridades brasileiras.
Os resultados indicam que há um equilíbrio entre apoio a medidas consideradas positivas por parte do governo e o senso de autonomia nacional. A leitura é de que a percepção de ingerência pode reduzir a credibilidade de propostas apresentadas pelo senador.
Por que Lula avançou nas leituras
A Quaest associa a melhoria de avaliação do governo a fatores econômicos, como renegociação de dívidas e extensão da faixa de isenção do Imposto de Renda. Tais itens contribuíram para o ganho de percepção favorável ao governo e reduziram a vantagem oposição em parte das leituras.
Os pesquisadores destacam que a combinação entre desgaste da oposição por escândalos e avanço do governo explica o descolamento observado entre cenários de votação. O estudo aponta que Lula amplia sua vantagem tanto no primeiro turno quanto em cenários de segundo turno.
A equipe da Quaest ressalta que, apesar da mudança, não há um prognóstico definitivo. O grupo enfatiza a importância do comportamento de eleitores independentes, que tendem a reagir mais rapidamente a mudanças na conjuntura.
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