- Funcionários terceirizados da TV Justiça e da Rádio Justiça aprovaram estado de greve; paralisação pode ocorrer na próxima segunda-feira, 15 de junho.
- A decisão ocorreu em assembleia na manhã de quarta-feira, na sede do Supremo Tribunal Federal, com cerca de oitenta trabalhadores presentes.
- O serviço é mantido pela Fundac, contratada pelo STF; há atrasos salariais, pagamento de ticket atrasado e retenção de pensão alimentícia não repassada.
- O contrato atual vence em 31 de julho e está em processo de licitação; a Fundac recebeu multa de 85 mil reais.
- A greve pode impactar transmissões das sessões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral, mas a TV Justiça não deve ficar fora do ar.
Funcionários terceirizados da TV Justiça e da Rádio Justiça, ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovaram estado de greve. A decisão foi tomada em assembleia nesta quarta-feira (10) na sede da Corte, e a paralisação pode ocorrer na próxima segunda (15/6).
As emissoras são mantidas pela Fundac, por meio de contrato com o STF. A entidade enfrenta atrasos frequentes de salários e de tickets, além de alegações de retenção de pensões alimentícias sem repasse aos beneficiários.
A TV Justiça fica responsável pela transmissão das sessões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 80 pessoas participaram da assembleia, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF), o que pode impactar a transmissão de pautas e julgamentos.
Paralisação pode comprometer a cobertura das sessões diárias e as informações públicas disponibilizadas à sociedade, conforme apontado pelo SJPDF. A entidade destaca que a interrupção afeta o serviço público de informação e a imagem institucional da TV Justiça.
A diretoria do SJPDF compara a situação aos supersalários no Judiciário, afirmando que radialistas e jornalistas da TV e Rádio Justiça enfrentam atrasos salariais enquanto há reivindicações de reajustes para outras estruturas.
O STF informou estar em processo licitatório para a contratação de uma nova empresa prestadora de serviços, com o término do contrato atual previsto para 31 de julho. Os trabalhadores temem não receber rescisões caso a situação se agrave.
A Fundac não confirmou a posição sobre o caso até o momento. Em paralelo, fontes da Corte asseguram que a TV Justiça não ficará fora do ar e que apenas cinco trabalhadores não receberam o salário de maio, pago em junho. A licitação permanece em aberto para definição da empresa vencedora.
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