- A Quaest divulgou, nesta quarta-feira, que 60% dos entrevistados dizem que o governo deveria classificar como terroristas os grupos criminosos PCC e CV.
- Em pronunciamento no Plenário, o senador Eduardo Girão afirmou que o resultado mostra apoio da população a medidas mais duras contra o crime organizado.
- Ele disse que o PCC e o CV atuam em escala internacional, controlam territórios e têm ligações com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando de armas.
- Girão argumentou que a classificação dessas facções como terroristas, adotada pelos Estados Unidos, ajudaria a ampliar os mecanismos de enfrentamento dessas organizações.
- O senador lembrou ter apresentado emenda ao PL 5.582/2025 para equiparar facções e milícias a organizações terroristas, mas a emenda foi rejeitada na tramitação.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) citou uma pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira para sustentar que 60% dos entrevistados defendem classificar como organizações terroristas o PCC e o CV. Segundo ele, o resultado mostra apoio popular a medidas mais rigorosas contra o crime organizado.
Girão afirmou em pronunciamento no Plenário que o PCC e o CV atuam em escala internacional, controlam territórios e estão ligados a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Ele argumentou que a classificação como terroristas, adotada pelos Estados Unidos, ampliaria os mecanismos de enfrentamento dessas facções.
O senador ressaltou que nenhuma soberania se confunde com rendição ao crime e que o Estado deve proteger a população, controlar o território e fazer cumprir a lei. Ele também mencionou ter apresentado emenda ao PL 5.582/2025, hoje o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, para equiparar facções e milícias a organizações terroristas.
A emenda, no entanto, foi rejeitada durante a tramitação do projeto no Senado, segundo Girão. O parlamentar disse que a rejeição não desmobiliza a defesa de incluir grupos criminosos entre organizações terroristas no ordenamento brasileiro.
Contexto
A proposta de classificação de PCC e CV como terroristas é acompanhada de debates sobre impactos legais, cooperação internacional e estratégias de combate ao crime organizado. A defesa de medidas mais duras divide opiniões entre parlamentares e setores da sociedade.
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