- O governo do Rio transferiu a Fundação Ceperj, ligada à produção de estatísticas, da Casa Civil para a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
- A mudança, publicada no Diário Oficial, recoloca o Ceperj sob guarda‑chuva técnico para apoiar a gestão e o planejamento de longo prazo.
- A reforma ocorre no contexto do governo de Ricardo Couto e visa aumentar transparência e eficiência na máquina pública.
- O Ceperj ficou envolvido no escândalo das “folhas secretas” usadas na eleição de 2022, com contratações de servidores temporários sem amparo legal e desvio de recursos.
- Segundo o TSE, houve 27.665 contratados, totalizando gastos de R$ 248 milhões; Castro teve recurso negado no dia 2 pelo tribunal.
A Reforma administrativa do governo do Rio de Janeiro avança para o Ceperj. A fundação, responsável por estatísticas, pesquisas e formação de servidores, foi transferida da Casa Civil para a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). A mudança foi publicada no Diário Oficial.
Com a mudança, o Ceperj passa a funcionar sob atuação técnica da Seplag, fortalecendo o apoio à gestão pública. A intenção é ampliar transparência e eficiência na produção de conhecimento e de dados para a administração estadual.
Histórico da fundação dentro do governo aponta que o Ceperj já passou por diversas pastas nos últimos anos. Em 2020 saiu da Seplag, foi para a Casa Civil, depois para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, retornando à Casa Civil e, agora, para o Planejamento.
O caso Ceperj
As denúncias envolvendo o Ceperj remontam às eleições de 2022, quando surgiram alegações de uso político da fundação e da Uerj, com contratações de servidores temporários sem amparo legal. Aproximadamente 27.665 contratos teriam gerado gastos de cerca de R$ 248 milhões.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, no último dia 2, um recurso apresentado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL). A defesa sustenta que ainda faltam provas de responsabilidade pessoal do político nas irregularidades.
Pelo governo, a reestruturação do Ceperj é apresentada como parte de ações para melhorar a governança pública. A administração afirma que a mudança visa fortalecer o planejamento de longo prazo e o desenvolvimento institucional do estado.
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