- Lula anunciou pacote de medidas para preservação ambiental, incluindo criação de novas unidades de conservação, ampliação de áreas protegidas, Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga e simplificação de repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para prevenção de incêndios.
- Decretos criam o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, além da ampliação dos parques Serra das Confusões (PI) e Sete Cidades (PI).
- Governo afirma que o Brasil passa a ter mais credibilidade mundial na proteção ambiental.
- MapBiomas aponta queda no desmatamento em 2025: Amazônia, -50%; Cerrado, -32%; Pantanal, -63%, mantendo a tendência de recuperação desde 2023.
- Foram anunciados investimentos de 2 bilhões de reais no Ibama e no ICMBio e 834 milhões de reais do Fundo Clima, com retorno estimado de até 3 bilhões de reais para restauração de florestas.
O governo anunciou um conjunto de medidas para ampliar a proteção ambiental e preparar a recuperação de florestas. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília, em cerimônia que marcou o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. O objetivo é fortalecer a proteção de biomas brasileiros e enfrentar impactos das mudanças climáticas.
Entre as ações, o presidente assinou decretos que criam novas unidades de conservação e ampliam áreas protegidas, além de sancionar a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga. Também foi editado um decreto para simplificar repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente a estados e municípios, priorizando prevenção e combate a incêndios florestais.
A coleta de dados ganhou impulso com o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas, que indicou menos de 1 milhão de hectares desmatados em 2025, registro inédito de 984,7 mil hectares. Parcerias com órgãos federais fortalecem estratégias para reduzir o desmate e preservar ecossistemas estratégicos.
Novas áreas protegidas foram anunciadas: o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Além disso, os parques Serra das Confusões, no Piauí, e Sete Cidades tiveram ampliada a proteção, fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, as reduções de desmatamento ocorreram em diferentes biomas: Amazônia (-50%), Cerrado (-32%) e Pantanal (-63%). A gestão ambiental passa a ocupar posição central nas políticas públicas, segundo o ministro Capobianco.
Durante o ato, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para o Ibama e o ICMBio. Também houve assinatura de atos que destinam R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa, com gestão dos recursos pelo BNDES.
A diretora socioambiental do BNDES destacou o marco do financiamento, afirmando que os recursos devem alavancar restauração e reconstrução de florestas, com impacto multiplicador aos já aportes do setor privado.
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela ONU, na Conferência de Estocolmo, e permanece como referência global para ações ambientais. O governo brasileiro reforça, com esse pacote, o compromisso com a preservação e a recuperação de ecossistemas.
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