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Leão XIV defende dignidade humana e a vida em todas as circunstâncias

Papa Leão XIV defende dignidade humana e vida integral, exortando legisladores espanhóis a agir com justiça e responsabilidade

Leão XIV é aplaudido por Francina Armengol, presidente do Congresso de Deputados (à esquerda), e por Pedro Rollan, presidente do Senado (à direita), após discurso a parlamentares espanhóis. (Foto: ChatGPT sobre foto de Yara Nardi/EFE/EPA/Pool)
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  • O papa Leão XIV discursou aos cerca de 600 parlamentares espanhóis no Palácio das Cortes, durante a visita à Espanha iniciada em 6 de junho e que vai até 12 de junho.
  • Ele defendeu a dignidade inviolável da pessoa humana desde a concepção até o ocaso natural, em todas as circunstâncias, e afirmou que leis devem reconhecer essa dignidade.
  • O pontífice citou a Escola de Salamanca e disse que a autoridade tem responsabilidade, devendo o direito reconhecer o valor irredutível de todo ser humano.
  • Também enfatizou temas como família, educação, migração, desarmamento e liberdade de pensamento, consciência e religião, pedindo que o ordenamento jurídico respeite esses princípios.
  • Ao fim do discurso, recebeu aplausos de pé por sete minutos; destacou que a proteção da vida é uma meta de civilização e cobrou que leis reflitam a dignidade humana sem se submeter a consensos mutáveis.

O papa Leão XIV se encontrou com parlamentares espanhóis no Palácio das Cortes, sede do Congresso, na manhã do terceiro dia de sua visita à Espanha, iniciada no dia 6 e que segue até sexta-feira. O encontro reuniu cerca de 600 deputados para ouvir um discurso sobre dignidade humana, vida desde a concepção até o fim natural e responsabilidades do poder legislativo.

O líder da Igreja Católica defendeu que a pessoa humana merece proteção integral independente de convicções ideológicas ou lógicas políticas. Ele pediu que o governo utilize fundamentos da tradição jurídica espanhola, especialmente a escola de Salamanca, ao avaliar leis que impactam a vida, a família e a educação.

Leão XIV destacou que a dignidade da pessoa precede decisões do Estado e não pode depender de consensos transitórios. O papa enfatizou que o direito à vida deve guiar todo o ordenamento jurídico, abrangendo a proteção de crianças não nascidas, idosos, doentes e pessoas vulneráveis, em qualquer circunstância.

O pontífice lembrou que avanços tecnológicos, econômicos e médicos desafiam a sociedade, exigindo uma leitura ética e responsável do poder. Ele citou a necessidade de reconhecer direitos e deveres de toda pessoa, sem reduzir a dignidade a interesses momentâneos.

Além disso, o discurso abordou a importância da família como base da comunidade, o papel da educação no respeito aos valores morais e religiosos, além de questões migratórias e liberdade de pensamento, consciência e religião. A defesa da vida foi apresentada como um objetivo de civilização, não uma questão exclusiva de determinada corrente.

Ao encerrar, Leão XIV recebeu aplausos de pé por vários minutos. O papa afirmou que leis verdadeiramente justas devem respeitar a dignidade humana acima de qualquer cálculo político, e instou os parlamentares a avaliar suas propostas pela grandeza moral que promovem, não apenas pela validade formal.

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