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Lula afirma não aceitar taxas dos EUA por respeito ao trabalhador

Lula afirma que não aceitará tarifas dos EUA por dignidade aos trabalhadores brasileiros e solicita estudo sobre remuneração norte-americana

O presidente Lula (foto) pediu a apresentação de um estudo que mostre quanto ganha um trabalhador norte-americano
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não aceitará as tarifas dos Estados Unidos por “dignidade e respeito aos trabalhadores brasileiros”.
  • A declaração foi feita durante a 7ª plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) em 10 de junho de 2026.
  • Lula pediu a apresentação de um estudo sobre quanto ganha um trabalhador norte-americano para embasar a posição brasileira.
  • O governo viu o documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apontando desvantagens para o Brasil em temas como Pix, comércio digital e proteção à propriedade intelectual.
  • O ministro Márcio Elias Rosa informou que se reunirá com Jamieson Greer, nos Estados Unidos, até o final desta semana; não há data prevista para encontro entre Lula e o ex-presidente Donald Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não aceitará as tarifas que os EUA pretendem impor ao Brasil, por dignidade e respeito aos trabalhadores brasileiros. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante a 7ª plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o CDESS.

Lula pediu a apresentação de um estudo que demonstre quanto ganha um trabalhador norte-americano. O objetivo, segundo o presidente, é entender os direitos trabalhistas nos EUA antes de qualquer decisão sobre as tarifas, citando ainda o documento do USTR que aponta alvos da apuração.

O petista também abordou o tema do desmatamento, dizendo que os EUA parecem não reconhecer as mudanças no Brasil e sugeriu que o país atua como jogador menor, com o Brasil cortando apenas um pedacinho do lado em políticas ambientais.

Contexto da negociação

Segundo o USTR, o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix, colocando empresas americanas de serviços de pagamento eletrônico em uma desvantagem. A apuração se baseia na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza tarifas e sanções por práticas comerciais consideradas abusivas.

Nesta quarta-feira, 10 de junho, o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, informou que deve se reunir até o fim da semana com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA. A agenda de encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, não tem data anunciada.

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