- Lula disse que o Brasil não tem o direito de aceitar novas taxas propostas pelos EUA, em resposta à possibilidade anunciada por Donald Trump com base em relatório do governo norte-americano.
- O presidente pediu a elaboração urgente de um estudo sobre as condições de trabalho nos Estados Unidos para rebater a acusação de que o aumento da riqueza brasileira estaria ligado ao uso de mão de obra forçada.
- Questionou quais direitos os trabalhadores americanos teriam para justificar multas por desmatamento, citando a baixa preservação de mata nativa nos EUA.
- Defendeu os gastos públicos e afirmou que é preciso perguntar quanto custou não fazer as coisas certas nos anos anteriores.
- O discurso ocorreu durante o Conselhão, grupo que assessora o presidente na formulação de diretrizes, no Palácio Itamaraty.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pode aceitar novas taxas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante a 7ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, o Conselhão, realizada pela manhã no Palácio Itamaraty.
Lula comentou as medidas anunciadas pelo governo de Donald Trump, destacando que a defesa nacional não permite aceitar as novas tarifas. Ele sinalizou que pediu avaliação de impactos para os trabalhadores brasileiros e a economia do país.
Durante o discurso, o presidente pediu a elaboração de um estudo sobre as condições de trabalho nos Estados Unidos para embasar respostas às acusações de que o crescimento brasileiro estaria ligado, direta ou indiretamente, ao uso de mão de obra forçada.
O chefe do Executivo afirmou que é preciso verificar quais são os direitos dos trabalhadores norte-americanos e como isso se relaciona com possíveis sanções ou multas por questões como desmatamento. Questionou o nível de preservação ambiental nos EUA.
Lula também defendeu os gastos públicos realizados pelo governo e afirmou que houve questionamentos insuficientes sobre o custo de não agir de forma correta em anos anteriores, segundo ele, o que pode ter impactos fiscais.
O Conselhão, grupo criado por Lula para assessorar o governo na formulação de diretrizes, reúne representantes da sociedade civil e atua como fórum consultivo. O encontro no Itamaraty teve como objetivo alinhar posicionamentos oficiais.
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