- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “mentiras nas redes digitais” são usadas tanto pela direita quanto pela esquerda, prejudicando narrativas e argumentos.
- O comentário foi feito durante a sétima sessão plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (Conselhão).
- Lula comparou o cenário brasileiro a protestos ocorridos no México em 2013, associando-os ao surgimento da extrema direita e à depuração de patrimônio público.
- Em outro trecho, o presidente criticou o mercado financeiro, dizendo que crises fiscais são exageradas e que gastos públicos costumam ser apresentados como menos prejudiciais do que realmente são, especialmente em educação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, em um momento delicado, mentiras nas redes digitais são disseminadas por ambos os polos políticos, direita e esquerda, prejudicando narrativas e argumentos. O comentário foi feito durante a sétima sessão plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, o Conselhão.
Lula destacou que a rapidez com que a desinformação se propaga nas redes supera a qualidade de uma argumentação. O discurso aponta para uma regulação das plataformas como necessidade, sem apontar responsáveis específicos.
O presidente comparou a conjuntura atual com episódios do passado no Brasil, citando movimentos sociais que, segundo ele, contribuíram para volatilidade política em 2013. Ele mencionou impactos na opinião pública e a emergência de variantes de atuação política.
Segundo Lula, houve uso de símbolos nacionais por setores da extrema direita em momentos de mobilização. Ele afirmou que esse desdobramento contou com a participação de estratégias de apelo popular, sem mencionar nomes.
O relato fez uma ligação entre eventos no Brasil e na América do Norte, sugerindo semelhanças entre protestos recentes no México e antigos acontecimentos brasileiros. O presidente mencionou a proximidade temporal com a Copa do Mundo para o caso mexicano.
Ataques ao mercado financeiro
Em seguida, Lula voltou a criticar o mercado financeiro brasileiro, afirmando que certos atores veem déficits fiscais como riscos extremos. O tom foi de defesa de políticas públicas com foco em investimentos e em educação, não apenas em gastos.
O presidente afirmou que a imprensa especializada costuma questionar déficits pequenos, em comparação com exemplos internacionais de endividamento, sem que haja reflexo imediato no desenvolvimento da sociedade.
Lula reforçou a ideia de que a gestão pública precisa equilibrar gastos com investimentos estratégicos. O discurso criticou a visão de curto prazo que, segundo ele, privilegia ajustes financeiros em detrimento de políticas estruturais.
A fala também abordou a necessidade de avaliação sobre quanto custaram ações não tomadas no setor educacional, sugerindo que decisões anteriores podem ter limitado avanços no tema.
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