- O presidente Lula sinalizou receber o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após meses de distanciamento, para tratar da tramitação da PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas e extingue a escala 6×1.
- Na noite de terça-feira, Alcolumbre fez um jantar sigiloso com parte da oposição no Senado e empresários, incluindo representantes da Fiesp, CNI e Abrasel.
- O objetivo é destravar a PEC antes da eleição, ouvindo críticas sobre impactos nas empresas e o risco de medidas discutidas próximo ao período eleitoral.
- Alcolumbre afirma que a PEC vai andar, mas sem açodamento, e quer conversar com Lula antes de encaminhar o texto à Comissão de Constituição e Justiça.
- Governo foi informado por ministros da Fazenda e do Planejamento de que pautas com impacto fiscal podem atrapalhar a gestão caso Lula seja reeleito, influenciando o ritmo da negociação.
O presidente Lula sinalizou que pretende receber o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta semana, para destravar a tramitação da PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas e encerra a escala 6×1. O encontro ocorre após meses de distanciamento entre os dois. A reunião pode ocorrer em Brasília, envolvendo também empresários e oposicionistas.
Alcolumbre tinha prometido encontros com líderes partidários para tratar do andamento da PEC, mas as reuniões ainda não tinham sido marcadas e houve cancelamento de agendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O chanceler de articulações buscava entender os passos para encaminhar a proposta sem pressa.
Na noite desta terça-feira (9), houve um jantar sigiloso entre Alcolumbre, parte da cúpula da oposição no Senado e representantes do setor privado, incluindo presidentes de federações empresariais. O objetivo, segundo relatos, é colocar a PEC para andar, com espaço para debate e sem rapidez excessiva.
Contexto
A relação entre Lula e Alcolumbre ficou estremecida após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. A derrota histórica gerou pressão interna no Palácio do Planalto para reconciliação entre as duas lideranças, não apenas pela PEC, mas para evitar pautas consideradas “pautas-bomba” próximas ao período eleitoral.
Riscos fiscais
Auxiliares do governo destacam que o tema envolve impactos sobre custos empresariais e possível elevação de preços. Prestam atenção ao fato de pautas com vistas eleitoreiras poderem comprometer a gestão fiscal futura caso Lula seja reeleito. Ministérios da Fazenda e do Planejamento ressaltaram essa leitura em reunião com Alcolumbre nesta terça-feira.
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