- 60% dos entrevistados apoiam classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas; 29% são contrários e 11% não souberam responder.
- A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho em 120 municípios; a margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
- A medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos divide opiniões, com 45% a favor e 45% contra.
- 63% já tinham conhecimento da decisão anunciada pelo presidente Donald Trump antes da entrevista; 36% souberam durante a mesma.
- Em relação a Flávio Bolsonaro, 47% disseram que houve participação ou influência dele; 37% afirmaram que não houve; 16% não souberam responder.
A Quaest divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa sobre a percepção dos brasileiros em relação à classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O estudo analisa a reação ao anúncio feito recentemente pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados apoiam a medida, 29% são contrários e 11% não souberam ou preferiram não responder. Já a posição sobre a decisão dos EUA diverge: 45% aprovam, 45% discordam, e 10% não responderam.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-07661/2026.
63% dos entrevistados já tinham conhecimento da decisão anunciada pelo presidente Donald Trump antes de responder. Outros 36% souberam durante a entrevista.
Foram levantados ainda dados sobre a participação de agentes públicos. 47% dizem que o senador Flávio Bolsonaro teve participação ou influência no processo; 37% afirmam que ele não exerceu papel, e 16% não souberam responder.
Contexto e percepção da violência
A pesquisa aponta que a maioria enxerga o aumento da violência como principal motivação para o apoio à classificação. Segurança pública passa a ocupar posição de maior preocupação, acima de corrupção e economia, segundo o levantamento.
Aspectos legais e impactos
A classificação pelo governo americano considera PCC e CV como organizações com alcance transnacional. A medida amplia sanções financeiras, congelamento de ativos e punições contra quem prestar apoio às facções.
Posicionamento do governo brasileiro
O presidente Lula argumenta que a medida interfere na soberania nacional. Defende enfrentar o crime organizado por meio de cooperação entre autoridades de diferentes países, sem interferência externa.
Observações sobre o enquadramento legal
O texto brasileiro define terrorismo como atos motivados por política, ideologia, religião ou preconceito. Caso as ações das facções não atendam a esses critérios, manteriam-se classificadas como organizações criminosas, conforme a interpretação apresentada.
Entre na conversa da comunidade