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Maioria defende classificar CV e PCC como terroristas

Maioria dos brasileiros apoia classificar CV e PCC como grupos terroristas; debate internacional e soberania nacional geram controvérsia

Pesquisa Quaest aponta que 60% dos brasileiros aprovam classificação das facções como organizações terroristas. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)
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  • 60% dos entrevistados apoiam classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas; 29% são contrários e 11% não souberam responder.
  • A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho em 120 municípios; a margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
  • A medida anunciada pelo governo dos Estados Unidos divide opiniões, com 45% a favor e 45% contra.
  • 63% já tinham conhecimento da decisão anunciada pelo presidente Donald Trump antes da entrevista; 36% souberam durante a mesma.
  • Em relação a Flávio Bolsonaro, 47% disseram que houve participação ou influência dele; 37% afirmaram que não houve; 16% não souberam responder.

A Quaest divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa sobre a percepção dos brasileiros em relação à classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O estudo analisa a reação ao anúncio feito recentemente pelo governo dos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados apoiam a medida, 29% são contrários e 11% não souberam ou preferiram não responder. Já a posição sobre a decisão dos EUA diverge: 45% aprovam, 45% discordam, e 10% não responderam.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-07661/2026.

63% dos entrevistados já tinham conhecimento da decisão anunciada pelo presidente Donald Trump antes de responder. Outros 36% souberam durante a entrevista.

Foram levantados ainda dados sobre a participação de agentes públicos. 47% dizem que o senador Flávio Bolsonaro teve participação ou influência no processo; 37% afirmam que ele não exerceu papel, e 16% não souberam responder.

Contexto e percepção da violência

A pesquisa aponta que a maioria enxerga o aumento da violência como principal motivação para o apoio à classificação. Segurança pública passa a ocupar posição de maior preocupação, acima de corrupção e economia, segundo o levantamento.

Aspectos legais e impactos

A classificação pelo governo americano considera PCC e CV como organizações com alcance transnacional. A medida amplia sanções financeiras, congelamento de ativos e punições contra quem prestar apoio às facções.

Posicionamento do governo brasileiro

O presidente Lula argumenta que a medida interfere na soberania nacional. Defende enfrentar o crime organizado por meio de cooperação entre autoridades de diferentes países, sem interferência externa.

Observações sobre o enquadramento legal

O texto brasileiro define terrorismo como atos motivados por política, ideologia, religião ou preconceito. Caso as ações das facções não atendam a esses critérios, manteriam-se classificadas como organizações criminosas, conforme a interpretação apresentada.

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