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Manifestação fecha acessos do Estádio Azteca, segundo a polícia mexicana

Polícia fecha acessos do Estádio Azteca como prevenção diante de manifestações; jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul corre risco de atrasos

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  • A polícia mexicana fechou todos os acessos do Estádio Azteca no início da noite de quarta-feira (10), por prevenção diante de uma manifestação próxima.
  • O Estádio Azteca sediará, na quinta-feira (11), a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul, às 16h (horário de Brasília).
  • As Madres Buscadoras reivindicam o paradeiro de filhos mortos durante o ato.
  • Protestos de professores, liderados pela CNTE, vinham ocorrendo há mais de um mês, com reivindicações ao governo.
  • Entre as demandas estão a revogação de leis educacionais e reajuste salarial, além da reintegração de professores demitidos.

A polícia mexicana fechou todos os acessos ao Estádio Azteca no início da noite desta quarta-feira (10), por prevenção, devido a uma manifestação prevista nas proximidades. O local abriga a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul, marcada para quinta-feira (11) às 16h (horário de Brasília).

Segundo relatos de policiais presentes, o operativo envolve várias viaturas e muitos agentes. A ação teve como objetivo manter a segurança e evitar incidentes antes do evento esportivo.

A manifestação envolve o movimento Madres Buscadoras, que reivindica o paradeiro de filhos mortos, grupo que se assemelha ao histórico das Madres de la Plaza de Mayo, da Argentina. Outros protestos também estavam programados para o dia da abertura.

Protestos de professores e contexto

A apenas dois dias do início da Copa na Cidade do México, protestos liderados por professores já geram tensão pré-evento. As mobilizações acontecem há pouco mais de um mês.

A CNTE, Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação, apresentou em 1º de maio uma lista de reivindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum. Entre as demandas estão mudanças no ISSSTE e nas reformas educacionais.

Entre as propostas, a CNTE solicita a revogação da lei do ISSSTE, aprovada em 2007, além de reformas educacionais realizadas nos governos anteriores. Também há pedido pela reintegração de um sistema de previdência solidário para docentes e por reajuste salarial.

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