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PF encontra arma em casa de prefeito investigado por desvio de verbas da saúde

PF encontra arma ilegal na casa do prefeito de Sebastião Barros durante investigação de desvios de verbas da saúde no Piauí

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  • A Polícia Federal encontrou uma pistola e munições ilegais na casa do prefeito de Sebastião Barros, Pablo Carvalho, durante operação ligada a desvios de verbas da saúde no interior do Piauí.
  • A diligência resultou na prisão em flagrante do prefeito por posse ilegal; a fiança foi fixada em 40 salários mínimos (aproximadamente R$ 64 mil) e ele foi liberado após pagamento.
  • A ação integra a Operação Expansão de Domínio, realizada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União para apurar fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo empresa fornecedora de materiais hospitalares.
  • Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão; três agentes públicos foram afastados nos municípios de Sebastião Barros, São Braz do Piauí, Bela Vista do Piauí, Corrente e São Raimundo Nonato; contratos da empresa foram suspensos.
  • A investigação aponta indícios de direcionamento de contratações, pagamento de vantagens a agentes públicos e fornecimento de veículos a gestores municipais onde atuava a empresa.

A Polícia Federal (PF) encontrou uma pistola e munições ilegais (.380) na casa do prefeito de Sebastião Barros, Pablo Carvalho (PI), durante busca e apreensão vinculada à operação Expansão de Domínio. O objetivo é apurar desvios de verbas da saúde em municípios do interior do Piauí. A prisão em flagrante do prefeito ocorreu após a constatação do armamento.

A ação envolve sete mandados de busca e apreensão e resultou no afastamento cautelar de três agentes públicos em Sebastião Barros, São Braz do Piauí, Bela Vista do Piauí, Corrente e São Raimundo Nonato. A Justiça Federal suspendeu contratos da empresa investigada com o poder público e proibiu novas celebrações de acordos durante as apurações.

Segundo o delegado Yure Saulo, titular da Delegacia Seccional de Corrente, responsável pelo município, Carvalho foi levado à delegacia pela PF e autuado por posse ilegal de arma. A fiança foi fixada em 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 64 mil, e o prefeito deixou a unidade após o pagamento.

Desdobramentos e medidas judiciais

Pablo Carvalho afirmou, em redes sociais, que colaborou com as autoridades e permanece à disposição da Justiça. Ele negou irregularidades nas licitações investigadas e alegou que os procedimentos administrativos ocorreram dentro da legalidade. O gestor também atribuiu a origem da investigação a motivações políticas, citando oposição e o falecido ex-vereador Geraldo Corado, alvo de apuração em eleições anteriores.

A PF, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura supostos direcionamentos de contratações públicas, pagamento de vantagens a agentes públicos e uso de veículos fornecidos pela empresa investigada para apoiar gestores municipais em contratos. As informações são divulgadas com o objetivo de esclarecer o andamento da operação e as medidas judiciais adotadas.

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