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PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade

PSD pede abertura de improbidade contra ex-secretário, Cláudio Castro e delegado por supostos abusos na prisão de Salvino Oliveira e perseguição política

Vereador preso em operação contra o Comando Vermelho
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  • O PSD protocolou no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil Felipe Curi, o ex-governador Cláudio Castro e o delegado Pedro Cassundé, por supostos abusos na prisão do vereador Salvino Oliveira.
  • A acusação contesta a condução da prisão e investigações, alegando uso indevido de dados sigilosos em redes sociais e perseguição política contra Salvino Oliveira, aliado de Eduardo Paes.
  • O partido afirma que a prisão não teve organização padrão com o Ministério Público e o Gaeco, sendo conduzida por um setor da Polícia Civil sob o comando de Curi e Cassundé.
  • A defesa sustenta que Salvino Oliveira teria relação com o Comando Vermelho, assunto que seria objeto de diálogo entre terceiros e não uma autorização formal para campanha dentro da comunidade Gardênia Azul.
  • Salvino Oliveira tem 28 anos, foi eleito vereador pelo PSD em 2024 com mais de 27 mil votos; o caso envolve também alegações de uso político da operação.

O PSD protocolou no MPRJ, nesta segunda-feira (09), uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil do RJ, Felipe Curi, o ex-governador Cláudio Castro e o delegado Pedro Cassundé. A queixa envolve a condução da prisão e a investigação do vereador Salvino Oliveira, aliado de Eduardo Paes, ocorrida em março neste ano na capital.

O PSD sustenta que houve abusos na deflagração da operação, uso indevido de dados sigilosos em redes sociais e exploração da imagem do investigado para fins de ataque político. A legenda afirma que a prisão não teve o respaldo do MP nem do Gaeco, como costuma ocorrer em casos envolvendo crime organizado.

Segundo a representação, a condução dos interrogatórios envolvendo familiares de Salvino Oliveira ocorreu sem a presença de advogados, com denominadores de familiares como voluntários. O PSD afirma que a ordem de prisão não ter sido organizada de forma adequada pelo MP, Gaeco ou por instituições em conjunto.

Entenda o caso

Em março, Salvino Oliveira, vereador do PSD, foi preso durante operação da PCERJ contra o Comando Vermelho na capital. Outros cinco policiais militares também foram detidos na ação.

A peça aponta que o político teria articulado benefícios ao CV em troca de apoio a ações voltadas à comunidade. A investigação indicaria que as decisões sobre beneficiários teriam sido determinadas por integrantes do crime organizado.

Entre os investigados, há menção a familiares de Marcinho VP, líder do CV. A apuração cita que Márcia Gama, esposa do líder, atuava na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional.

A operação envolve imóveis, serviços e outros negócios usados para financiar e expandir o poder da organização criminosa. Salvino Oliveira tem 28 anos, nasceu na Cidade de Deus e foi o secretário municipal mais jovem, aos 22, ao assumir a Secretaria da Juventude.

Na campanha de 2024, Salvino Oliveira foi eleito vereador pelo PSD, com mais de 27 mil votos. O caso continua sob apuração, com o PSD pedindo investigação independente e enfatizando a necessidade de esclarecer as circunstâncias da prisão e das investigações.

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