- Pesquisa Quaest, divulgada em 10 de junho, mostra Lula à frente no segundo turno, 44% a 38% sobre Flávio Bolsonaro.
- O resultado é associado ao impacto negativo de áudios envolvendo Flávio e o financiamento do filme “Dark Horse”, além de fatores como a visita a Donald Trump e a pauta de tarifas americanas.
- A desaprovação de Lula caiu de 52% em abril para 48% em junho; a aprovação subiu de 44% para 47%.
- No PT, a estratégia é manter a narrativa “BolsoMaster” e “TariFlávio”, associando Bolsonaro a escândalos e temas ligados à família.
- No QG bolsonarista, a leitura é de que Lula não ganhou votos, e não há anúncio de lançamento de programa de governo; o foco continua na pauta econômica e de segurança pública.
O clima na campanha do PT mudou apenas um mês após Flávio Bolsonaro aparecer na frente de Lula em pesquisas de abril. A virada veio com a divulgação de um áudio em que o pré-candidato do PL solicitava milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Desde então, a distância entre Lula e Flávio aumentou. Pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho aponta o petista com 44% das intenções de voto no segundo turno, contra 38% do senador. O estudo mede impactos da visita de Flávio aos EUA e de anúncios sobre organizações extremas.
Em avaliação de Felipe Nunes, da Quaest, o estrago para Flávio foi pequeno, porém relevante. O áudio envolvendo Vorcaro e o filme teria contribuído para desgaste, enquanto a visita a Trump não consolidou ganhos. O partido avalia que a credibilidade pode ter sido afetada de forma duradoura.
Paralelamente, Lula recuperou popularidade. A Quaest aponta queda da desaprovação de 52% em abril para 48% em junho, e alta da aprovação de 44% para 47%. Dados históricos sugerem que a reeleição é mais provável com aprovação maior que a desaprovação.
Resultados da pesquisa Quaest
Dentro do PT, pesquisas internas reforçam o ganho de narrativa à esquerda. Um assessor aponta que a percepção sobre Flávio é de envolvimento com o chamado BolsoMaster e com tarifas ao redor de decisões do governo. A ideia é manter esse eixo de campanha.
No entorno de Flávio Bolsonaro, a estratégia é conter o desgaste sem mudanças bruscas. Assessor presidencial indica que o material de governo já está pronto, com foco econômico e de segurança pública, mas sem previsão de anúncio. A leitura é de seguir com a agenda atual.
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