- O PT enviou ao STF um pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, alegando possível uso como caixa dois para a campanha de Flávio Bolsonaro em 2026.
- A petição solicita apurar emendas parlamentares, destinação de recursos e a atuação de agentes públicos, privados e pessoas jurídicas envolvidas no projeto.
- O documento cita o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e afirma que Flávio Bolsonaro participou das negociações de financiamento; Flávio confirmou o repasse de US$ 12 milhões (cerca de R$ 62 milhões) para o filme.
- O PT sustenta que recursos milionários podem ter sido usados para propaganda política, questionando se o valor empenhado foi integralmente utilizado e se houve ocultação da origem dos recursos.
- Além disso, a petição aponta ligações entre a Go Up Entertainment, Karina Ferreira da Gama, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e outras entidades, e cita possível relação com emendas e contratos públicos vinculados ao projeto.
O PT encaminhou ao STF um pedido de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. A petição, apresentada nesta quarta-feira (11), questiona se houve uso de emendas parlamentares e recursos para fins político-eleitorais.
A legenda sustenta que o filme pode ter funcionado como caixa 2 na campanha de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026, com recursos utilizados sob o pretexto de produção audiovisual. O pedido solicita apuração de envolvimento de agentes públicos, privados e pessoas jurídicas.
Segundo o documento, existem indícios de desvio de recursos oficiais para promoção político-eleitoral. O PT também levanta a hipótese de superfaturamento em relação ao orçamento do projeto e aponta problemas de gestão e cortes de custos relatados pela imprensa.
Participação de atores e financiamento
A petição cita Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, como contribuinte do projeto, além de mencionar envolvimento direto de Flávio Bolsonaro nas negociações de financiamento. A CNN Brasil informou a confirmação de repasse de cerca de US$ 12 milhões (≈ R$ 62 milhões).
O PT afirma que recursos milionários podem ter sido canalizados para propaganda política com impacto no processo eleitoral de 2026, e questiona se parte do dinheiro foi movimentado por meio de estruturas que ocultem a origem. A legenda também indaga se todo o valor empenhado foi efetivamente utilizado na produção.
Estrutura de produção e possíveis vínculos
A petição aponta a relação entre a Go Up Entertainment, proprietária Karina Ferreira da Gama, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e outras entidades ligadas ao grupo. Investigações já em curso apuram repasses públicos ao ICB e uso de contratos públicos e emendas para entidades associadas ao filme.
O documento também solicita apuração da participação do deputado Mario Frias (PL-SP), que assinou roteiro e produção do filme. O PT sustenta que Frias atua como agente político interessado e como destinador de emendas para entidades ligadas à produção.
Outros órgãos e desdobramentos
No mês passado, o MPTCU solicitou ao Tribunal de Contas que averigue eventuais irregularidades em Dark Horse. Entre as medidas cobradas estão a checagem de incentivos fiscais, recursos via emendas parlamentares e a rastreabilidade de aportes de empresas ligadas ao Banco Master ou a Vorcaro.
A apuração envolve ainda possíveis fluxos financeiros entre pessoas físicas, empresas, fundos de investimento e demais entidades relacionadas às operações do filme, conforme reportagem de veículos jornalísticos.
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