- Tela Brasil recebeu investimentos de R$ 9 milhões e já reúne 556 títulos, com licenciamento de filmes e apoio da UFAL e OEI.
- Nos três primeiros dias, a plataforma registrou 2,4 milhões de visualizações; a audiência deve crescer quando o serviço chegar aos celulares no final do mês.
- O governo afirma que o projeto pode ajudar a regulamentar serviços de vídeo sob demanda e proteger a propriedade intelectual, em debate no Senado sobre o PL do streaming.
- A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destaca a diversidade do acervo, que vai desde curtas históricos até obras contemporâneas, incluindo filmes restaurados.
- Questionamentos sobre segurança de dados já passaram pela integração com o Gov.br e o uso de serviços de nuvem, com o Ministério avaliando alternativas de servidor conforme desempenho.
O Tela Brasil, plataforma pública de streaming, acumula avanços relevantes para o PL do streaming em tramitação no Senado. Nos três primeiros dias de disponibilidade, o serviço alcançou 2,4 milhões de visualizações, com expectativa de crescer após o lançamento em celulares no dia 30. O projeto regula serviços de vídeo sob demanda e busca trazer remuneração à Condecine.
Orçado em 9 milhões de reais, o Tela Brasil já reúne 556 títulos. O investimento abrange licenciamento de filmes, aquisição de títulos pré-oscar, desenvolvimento de interface pela UFAL e consultoria da OEI, a Organização dos Estados Ibero-Americanos. A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, diz que a plataforma contribui para a proteção das propriedades intelectuais brasileiras.
A curadoria do acervo tem foco histórico, contemplando desde curtos institucionais da década de 1910 até obras contemporâneas, como o documentário Audição (2023). Clássicos como A Hora da Estrela também integram o acervo, hoje restaurados para uso público. O catálogo inclui filmes de Glauber Rocha em alta definição.
Avanços e objetivos do catálogo
Segundo a gestão, o próximo passo é integrar obras da TV Brasil, ampliando o alcance ainda neste ano. Novos editais de licenciamento devem ampliar a oferta, mantendo o foco na diversidade regional, étnica, cultural e temática do país. O objetivo é resgatar memória e aproximar o cinema nacional do público.
Interessados destacam a qualidade de filmes históricos disponíveis, antes restritos a mostras ou a cópias de baixa definição. O acervo prioriza produções que refletem conteúdos de cinema brasileiro, incluindo obras de comunidades e iniciativas como a Cultura Viva.
Segurança, infraestrutura e governança
A plataforma usa login do Gov.br para acesso, o que facilita controles parentais e integra políticas públicas. A interface foi desenvolvida com apoio institucional para ampliar a proteção de dados e o alcance das produções. A gestão planeja migrar para servidores de nuvem nacionais, caso haja desempenho adequado.
Há críticas quanto ao uso do CDN da Amazon sem licitação, apontando a necessidade de maior transparência sobre contratos com o Serpro. O MinC afirma que a escolha ocorreu por acordo prévio, com possibilidade de mudança futura para infraestrutura 100% nacional.
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